O empresário português Fernando de Souza, de 68 anos, preso durante a Operação Narco Fluxo, morreu na madrugada de segunda-feira (22) em Santos, no litoral de São Paulo. A causa da morte foi natural, conforme apurado pelo g1. Ele estava em liberdade após decisão da Justiça Federal de Santos, que também soltou outros acusados.
Investigação e transferências
Fernando era investigado por transferir R$ 360 mil para a empresa Golden Cat, apontada pela Polícia Federal como responsável por arrecadar recursos de apostas ilegais. As transferências ocorreram entre junho e agosto de 2024, em 16 transações via Pix. Segundo a PF, a Golden Cat é uma "grande processadora de pagamentos que movimenta centenas de milhões de reais e funciona como eixo central para arrecadação de recursos provenientes de apostas ilegais".
Operação Narco Fluxo
A Operação Narco Fluxo foi uma megaoperação da PF contra uma organização criminosa acusada de lavagem de dinheiro e transações ilegais. O esquema utilizava a indústria audiovisual e o showbusiness digital, unindo tráfico de drogas, jogos de azar e rifas digitais à imagem de influenciadores de massa. Foram cumpridos 90 mandados judiciais, incluindo buscas e apreensões e prisões temporárias, expedidos pela 5ª Vara Federal em Santos, em endereços de oito estados e do Distrito Federal. Também houve sequestro de bens.
Morte e repercussão
O advogado de Fernando, Armando de Mattos, informou ao g1 que, com a morte, a investigação contra ele é encerrada. Destacou que não havia denúncia formulada pelo Ministério Público Federal (MPF). A Operação Narco Fluxo também prendeu os cantores MC Ryan SP e Poze do Rodo, alvos da mesma investigação.



