O empresário Hugo Gabriel Moll, de 23 anos, foi morto a tiros por engano em uma barbearia em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. O barbeiro João Victor Pereira, dono do estabelecimento, também foi baleado durante o ataque. O crime ocorreu no dia 19 de junho na Avenida Pedro Wosgrau, bairro Cará-Cará.
O crime e a confusão fatal
Segundo o delegado Luis Gustavo Timossi, responsável pela investigação, o atirador foi contratado para matar um traficante, mas confundiu o verdadeiro alvo com o empresário. O atirador recebeu a informação de que o traficante estava na barbearia e já entrou atirando, sem saber que o alvo havia saído 10 minutos antes. As câmeras de segurança mostram que o empresário chegou ao local 10 segundos depois da saída do traficante.
O empresário não era cliente da barbearia; ele parou por acaso para se arrumar antes de viajar com o filho. Hugo era pai, recém-casado e tinha o sonho de morar nos Estados Unidos.
O barbeiro ferido
João Victor Pereira foi atingido no tórax. Ele passou mais de 20 dias internado e estava se recuperando em casa, mas precisou voltar ao hospital nesta quarta-feira (29) para novos procedimentos. Segundo familiares, a previsão é que ele receba alta no domingo (2), dia em que completa 23 anos. O delegado afirmou que o dono da barbearia foi baleado "em uma aparente tentativa dos executores de eliminar testemunhas no local".
As prisões
Nesta terça-feira (28), a Polícia Civil prendeu temporariamente cinco homens suspeitos de participação no crime. Entre eles estão: um homem de 34 anos, organizador da ação, com passagens por tráfico de drogas, porte ilegal de arma e lesão corporal; um homem de 24 anos, responsável pelo fornecimento de ponto de apoio e pela arma utilizada, com histórico de homicídio, tráfico e receptação; um homem de 27 anos, responsável pelo monitoramento do alvo e pela condução do veículo na fuga, com anotações por tráfico de drogas; além de dois outros suspeitos, de 25 e 19 anos, cujo papel ainda não foi detalhado.
A investigação
O delegado Timossi destacou a complexidade do caso: "A investigação, de extrema complexidade, exigiu o cruzamento analítico de diversos dados e informações coletados no curso das diligências, com análise de imagens obtidas através do sistema viário Muralha Digital, de câmeras de segurança e de perícias realizadas." Além dos mandados de prisão, a polícia cumpriu cinco mandados de busca e apreensão nas residências dos suspeitos. Os itens apreendidos serão analisados para a conclusão do inquérito.
Nem o nome do verdadeiro alvo nem o do atirador foram divulgados.



