Dois homens, de 29 e 34 anos, confessaram o assassinato de George Gomes da Silva Neto, de 38 anos, encontrado morto no dia 28 de julho em Dourados. Segundo a Polícia Civil, a dupla afirmou que cometeu o crime ao cobrar uma dívida de R$ 50 mil que a vítima teria contraído com um terceiro envolvido. Durante o cumprimento dos mandados, policiais da Seção de Investigações Gerais (SIG) da Delegacia Regional de Polícia de Dourados apreenderam uma arma de fogo de uso restrito e porções de drogas já preparadas para venda.
Flagrante e apreensões
Os dois suspeitos foram autuados em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito. A Polícia Civil não divulgou as identidades dos presos, nem a do terceiro homem apontado como responsável pelo empréstimo que teria motivado a cobrança da dívida. O homicídio continua sendo investigado.
Crime com sinais de extrema violência
George Gomes da Silva Neto foi encontrado com as mãos amarradas para trás e um cabo de carregador de telefone celular enrolado no pescoço, no dia 28 de julho. A principal hipótese da investigação é de que ele tenha sido morto por estrangulamento. Equipes da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac), da perícia criminal e investigadores da SIG estiveram no local. A análise preliminar apontou que a morte ocorreu aproximadamente 18 horas antes da localização do corpo.
Segundo a polícia, o corpo estava escondido sob um sofá e apresentava lesões compatíveis com asfixia por garroteamento. A área foi isolada pela Polícia Militar para a realização dos trabalhos periciais. Durante a perícia, foi recolhido o cartão de memória do sistema de câmeras de segurança instalado no imóvel, que poderá auxiliar na identificação dos envolvidos. Também foram apreendidos dois projéteis de arma de fogo deflagrados encontrados na residência.
Investigação e testemunhas
As investigações indicaram ainda que não havia sinais de arrombamento nem evidências de que objetos tenham sido furtados da casa ou do comércio. Um vizinho relatou à polícia que decidiu procurar George após estranhar sua ausência. De acordo com o depoimento, a vítima frequentava diariamente a distribuidora de bebidas onde ele trabalhava, mas não apareceu naquela manhã. Ao abrir o portão do imóvel, encontrou o corpo e acionou a Polícia Militar.
Outra testemunha informou que viu George pela última vez por volta das 18h do dia anterior ao crime, em frente ao estabelecimento. Conforme os depoimentos colhidos durante a investigação, George era natural de Alagoas e não possuía familiares residentes em Dourados. Testemunhas também afirmaram que ele era usuário de cocaína, mas disseram desconhecer possíveis desavenças ou suspeitos que pudessem estar envolvidos no homicídio.
Desdobramentos
O corpo foi encaminhado para exame necroscópico, enquanto os materiais apreendidos passarão por perícia. O caso foi registrado como homicídio qualificado por asfixia, com a participação de duas ou mais pessoas, e segue sob investigação da Seção de Investigações Gerais (SIG) da Polícia Civil.



