A diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 24 anos, confessou ter assassinado o casal de idosos Cláudio Atala Inácio, de 80 anos, e Maria Clotilde Atala Inácio, de 78 anos, em um apartamento no bairro Santo Agostinho, região centro-sul de Belo Horizonte. O crime ocorreu na segunda-feira (3 de julho de 2026) e foi motivado por roubo: a suspeita teria drogado as vítimas com medicamentos e depois as esfaqueado, levando joias e relógios de luxo. Ela foi presa em Itabira, na região Central de Minas Gerais, na quarta-feira (5 de julho), após confessar o crime.
Cronologia do crime
Segundo a Polícia Civil, Paola trabalhava como diarista no prédio onde as vítimas moravam e já havia prestado serviços para outras unidades. No dia do crime, ela chegou ao edifício na parte da manhã, supostamente para trabalhar. Imagens de câmeras de segurança mostram a suspeita entrando no prédio e, horas depois, saindo apressadamente com uma mochila. Os corpos foram encontrados por um familiar que estranhou o contato com as vítimas. A perícia constatou que ambos foram golpeados com faca e que havia sinais de l luta no local.
A investigação aponta que Paola teria usado um medicamento para sedar os idosos antes de atacá-los. Ela confessou ter levado vários objetos de valor, incluindo anéis, colares e relógios de marcas famosas. Parte dos itens foi recuperada com a prisão da suspeita. A Polícia Civil de Minas Gerais ainda aguarda laudos periciais para confirmar a dinâmica do crime.
Prisão e defesa
Paola foi localizada em Itabira, a cerca de 110 km de Belo Horizonte, após um trabalho de inteligência policial. Ela estava hospedada na casa de uma conhecida e não ofereceu resistência à prisão. Em depoimento, a diarista confirmou a autoria dos assassinatos e detalhou como agiu. A defesa de Paola, representada pelo advogado Carlos Eduardo de Souza, afirmou que está preparando os argumentos para o processo e que a suspeita está arrependida. “Ela colaborou com as investigações e está abalada. Vamos analisar todos os elementos para construir a defesa”, disse o advogado.
O delegado responsável pelo caso, Luís Fernando Oliveira, classificou o crime como latrocínio (roubo seguido de morte). “Ela confessou que o objetivo era roubar. Infelizmente, as vítimas reagiram e ela as matou. As investigações seguem para esclarecer todos os detalhes”, afirmou. A polícia não descarta a possibilidade de que Paola tenha cometido outros crimes semelhantes na região.
Repercussão e medidas
O caso gerou comoção entre os moradores do prédio e familiares das vítimas. Cláudio e Maria Clotilde eram aposentados e conhecidos na vizinhança. O enterro ocorreu na quarta-feira, no Cemitério Parque da Colina. A Polícia Civil recomenda que moradores redobrem a atenção ao contratar serviços domésticos e verifiquem referências. A suspeita permanece presa à disposição da Justiça, aguardando audiência de custódia.



