Cristiane dos Santos Juchem, de 44 anos, está desaparecida há exatamente um ano, nesta quarta-feira (8). Ela saiu de casa no dia 8 de julho de 2025 para trabalhar em Maringá, no Norte do Paraná, e nunca mais foi vista. O último contato foi por mensagem, quando disse à filha que ficaria na casa de uma amiga e pediria um frete para buscar seus pertences. No entanto, a família nunca soube quem é essa amiga e ninguém apareceu para retirar os objetos.
Separação e problemas no relacionamento
Na época do desaparecimento, familiares informaram à polícia que Cristiane estava em processo de separação. O filho dela, Gabriel Santos, explicou que a mãe enfrentava problemas no relacionamento e decidiu se separar ao descobrir que o marido não pagava o aluguel da casa havia dez meses. Ela planejava se mudar para a casa da mãe em Nova Esperança, a 44 km de Maringá. Antes de sumir, Cristiane pediu ajuda dos filhos para guardar os pertences em caixas, o que foi feito na segunda-feira, 7 de julho de 2025, enquanto ela trabalhava. Porém, ela não retornou para buscar os objetos.
Últimas mensagens com os filhos
Gabriel relatou que, após arrumarem as coisas, a mãe não respondia às mensagens. Horas depois, a filha recebeu uma mensagem de Cristiane dizendo que ficaria na casa de uma amiga, sem dar nome ou endereço. No dia 8 de julho de 2025, por volta das 8h30, a irmã de Gabriel recebeu outra mensagem: a mãe afirmava que continuaria na casa da amiga e tentaria contratar um frete para buscar os pertences – o que nunca ocorreu. Ela também pediu que a filha tivesse “paz no coração”. Depois disso, Cristiane fez uma postagem com localização na rodoviária de Maringá e desapareceu, sem responder mais aos contatos. “Minha mãe estava passando por problemas, mas nada que justificasse sumir da vida de todos”, disse Gabriel.
Investigação e depoimento do ex-marido
O caso é investigado pela delegacia de Homicídios da Polícia Civil do Paraná (PC-PR). Inicialmente, o delegado Diego Almeida, que não faz mais parte da equipe, afirmou que o ex-marido de Cristiane prestou depoimento e se colocou à disposição, fornecendo celular e computador. No entanto, Almeida identificou divergências nas versões apresentadas pelo homem, sem detalhá-las. Apesar disso, o ex-marido não foi oficialmente considerado suspeito. A polícia cumpriu mandado de busca e apreensão na casa onde o casal vivia, em Maringá.
Buscas na residência
Em novembro de 2025, uma varredura com radar no imóvel não identificou vestígios enterrados. Durante a operação, os agentes encontraram um celular e um pedaço de cabelo cortado, supostamente de Cristiane. Os resultados das análises desses itens não foram divulgados. O g1 entrou em contato com a polícia para saber se houve mudança na investigação ao longo do ano, mas não obteve resposta. Gabriel afirmou que a polícia informou que as equipes continuam trabalhando. “Foi um ano de muita aflição, mas a família não desistiu de descobrir a verdade e quer justiça”, concluiu.



