Dentista suspeita de deformar pacientes é solta em Goiânia
Dentista suspeita de deformar pacientes é solta

A dentista Valéria Martins Ribeiro, de 33 anos, suspeita de causar lesões graves em pacientes, foi solta pela Justiça. Segundo a investigação, a profissional realizava procedimentos estéticos em Goiânia em ambiente considerado inadequado. Valéria precisará cumprir medidas impostas pela Justiça, como usar tornozeleira eletrônica e permanecer em casa durante a noite.

Liberdade provisória

De acordo com apuração da TV Anhanguera, a dentista foi solta na segunda-feira (1°) e poderá responder à investigação em liberdade. Ao fazer o pedido, a defesa de Valéria alegou que ela tem uma filha de pouco mais de um ano de idade e que a criança precisa da mãe. A defesa argumentou também que a clínica está fechada, não havendo risco de novas vítimas. O g1 tentou novo contato com a defesa de Valéria, mas não obteve retorno até a última atualização desta matéria.

Prisão e investigação

De acordo com a Polícia Civil (PC), Valéria Martins foi presa na quinta-feira (28), em Goiânia, por suspeita de realizar procedimentos estéticos sem habilitação. A dentista é investigada por deixar sequelas nos pacientes. Na operação, realizada com apoio da Vigilância Sanitária, a clínica localizada no Setor Bueno foi interditada. Entre os procedimentos citados pela polícia e realizados pela dentista estão rinoplastia, bichectomia, lipoaspiração de papada e cirurgias bucomaxilofaciais.

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Operação Protocolo de Risco

Valéria Martins Ribeiro foi presa na quinta-feira (28) no âmbito da Operação Protocolo de Risco, iniciada em 2024, embora existam relatos de vítimas desde 2023. Além da dentista, uma funcionária da clínica também foi presa em flagrante por tentar esconder produtos e objetos de interesse da investigação, conforme informou o delegado. O nome dela não foi divulgado, e o g1 não conseguiu localizar sua defesa.

Segundo apuração da TV Anhanguera, o número de pacientes que relatam terem sido vítimas da profissional subiu de sete para 11. Conforme a Polícia Civil, os pacientes apresentaram complicações como infecções, deformidades, fibroses, necroses, cicatrizes permanentes e outras sequelas graves.

Durante a operação, além da prisão da dentista e da interdição da clínica, foram apreendidos documentos, aparelhos eletrônicos, contratos, prontuários e equipamentos. A polícia também solicitou o bloqueio de R$ 600 mil para garantir um possível ressarcimento às vítimas.

Posição do Conselho de Odontologia

O Conselho Regional de Odontologia de Goiás (CRO-GO) informou que a profissional possui registro ativo e que acompanha com atenção os desdobramentos do caso. O CRO esclareceu que procedimentos estéticos minimamente invasivos de Harmonização Orofacial podem ser realizados por profissionais da Odontologia, conforme resolução do Conselho Federal de 2019. Já os procedimentos estéticos e cirúrgicos na face, como lipoaspiração de papada, rinoplastia e outros, só podem ser realizados por cirurgião-dentista comprovadamente especialista em Cirurgia Estética Orofacial (CEOF), conforme a Resolução CFO 286/2026.

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