Defesa de motociclista preso por morte de Joice pede revogação da prisão
Defesa de motociclista preso por morte de Joice pede revogação

A defesa de Richard Ferreira Tristão, motociclista de aplicativo preso temporariamente pela morte de Joice Batiston, de 27 anos, protocolou na Justiça, nesta terça-feira (7), um pedido de revogação da prisão temporária. O advogado também negou que o investigado tenha cometido homicídio.

Depoimento e versão do suspeito

O suspeito prestou depoimento à Polícia Civil, acompanhado pelo advogado, na última quinta-feira (2). A versão apresentada é de que Joice teria caído da garupa da motocicleta durante a corrida, ficado desacordada e, diante da situação, o motociclista saiu para procurar ajuda. Quando retornou ao local, porém, a jovem já não estaria mais onde havia caído.

Ainda conforme o advogado, Richard afirma não saber o que provocou a queda. Também não havia qualquer relação entre ele e a passageira antes da corrida solicitada por aplicativo.

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Prisão e silêncio inicial

Richard Ferreira Tristão não se apresentou à polícia após o ocorrido. Preso no dia 25 de junho, ele optou por permanecer em silêncio durante o primeiro interrogatório na delegacia e informou que só prestaria depoimento na presença de um advogado. Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp-MG), o investigado segue preso no Presídio de Varginha desde a data da prisão. Esta é a única passagem dele pelo sistema prisional.

Andamento das investigações

Em nota, a Polícia Civil informou que o inquérito policial segue em tramitação com as diligências necessárias e demais informações poderão ser divulgadas, em momento oportuno, de forma a não prejudicar o andamento da investigação. O g1 entrou em contato com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais para ter mais detalhes sobre o caso, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

O caso

Richard Ferreira Tristão, de 30 anos, foi preso temporariamente no dia 25 de junho durante uma ação da Polícia Civil em Varginha. Segundo as investigações, ele era o motociclista responsável pela corrida por aplicativo solicitada por Joice na noite de 19 de junho. Durante o cumprimento do mandado, os policiais apreenderam a motocicleta utilizada na corrida, que apresentava avarias, além de fragmentos queimados de um aparelho celular encontrados em um saco de cimento. Os materiais foram encaminhados para perícia.

Joice havia saído de casa para encontrar uma amiga e assistir ao jogo da seleção brasileira, mas não chegou ao destino. Ela foi encontrada gravemente ferida às margens da Avenida Perimetral, chegou a ser socorrida pelo Corpo de Bombeiros, mas morreu após dar entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

Causa da morte e possíveis crimes

Segundo a Polícia Civil, o laudo de necropsia apontou que a causa da morte foi um traumatismo craniano provocado por ferimentos compatíveis com uma possível queda. A corporação informou que o investigado poderá responder por homicídio, omissão de socorro e fuga do local do acidente, além de outros crimes que possam ser identificados no decorrer das investigações.

Manifestação por justiça

No fim de junho, familiares e amigos de Joice realizaram uma passeata no Centro de Varginha para pedir justiça e cobrar esclarecimentos sobre a morte da jovem. Além da elucidação do caso, os manifestantes reivindicaram melhorias na segurança da Avenida Perimetral, como iluminação pública e instalação de câmeras de monitoramento.

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