A Defesa Civil de Soledade de Minas (MG) interditou 12 imóveis por risco de desmoronamento. As edificações estão localizadas nas proximidades do Rio Verde, na região central da cidade. Como medida preventiva, o trânsito de veículos também foi interditado no local.
Rachaduras e infiltrações motivam interdição
Segundo o órgão, dois imóveis apresentaram comprometimento estrutural devido a rachaduras e possíveis infiltrações, o que motivou a mais recente interdição. Equipes da prefeitura realizam intervenções no local, enquanto a Defesa Civil monitora a evolução da instabilidade.
Em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo, o coordenador da Defesa Civil, Rognaldo Antônio de Freitas, explicou que a principal preocupação é a condição do terreno. "A gente está aqui para fazer esse monitoramento diário, para ver a evolução do problema, porque tem o risco de ceder. O solo está muito saturado e a gente tem outra preocupação: temos o rio [Verde] aqui próximo e temos uma área para cima que é a área de turismo", afirmou. Ele também destacou o risco provocado pela circulação de veículos pesados na região.
Outras dez casas interditadas desde 2021
Além dos dois imóveis com problemas recentes, outras dez casas permanecem interditadas desde ocorrências registradas em 2021. Ao todo, 14 pessoas estão desalojadas. Conforme a Defesa Civil, todas as famílias recebem auxílio por meio do programa de aluguel social.
Rognaldo ressaltou que parte das moradias localizadas na área de risco foi construída pelo próprio poder público, o que torna a situação ainda mais preocupante. "Essas casas estão condenadas pela CPRM. Várias casas foram construídas até pela prefeitura, ou seja, a prefeitura fez as casas na área de risco e colocou a pessoa na área de risco."
Estudo para retirada definitiva e abrigo provisório
A Defesa Civil informou que estuda alternativas para retirar definitivamente os moradores das áreas de maior risco e defende a criação de um abrigo provisório no município. "A gente já está estudando um meio de retirar esse pessoal de forma segura, porque aqui tem casas que não são salubres para a pessoa morar", afirmou Rognaldo.
Sem previsão de retorno
Enquanto não há solução definitiva, a prefeitura continua oferecendo assistência às famílias. Em alguns casos, o município fornece materiais para reparos nos imóveis, enquanto os moradores entram com a mão de obra. Apesar das medidas adotadas, ainda não há previsão de quando os moradores poderão retornar às casas interditadas. "Infelizmente esse prazo a gente não tem", concluiu Rognaldo.



