Escultura do Curumim na Lagoa tem arco furtado 20 dias após restauração
Curumim na Lagoa tem arco furtado 20 dias após restauro

A escultura do Curumim, localizada na Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul do Rio de Janeiro, voltou a ser alvo de vandalismo menos de um mês após passar por uma restauração que custou R$ 50 mil. O arco de bronze que integra o monumento foi furtado por criminosos cerca de 20 dias depois da conclusão do trabalho de recuperação.

Reinstalação e novo furto

A peça havia retornado à paisagem da Lagoa no dia 19 de junho, após passar por um processo de restauração conduzido pela Secretaria Municipal de Conservação, com a participação de Luiz Augusto Correia de Araújo, filho do escultor pernambucano Pedro Gaspar Jens Correia de Araújo, criador original da obra. Com quase dois metros de altura e aproximadamente 200 quilos, o Curumim foi instalado em 1979 como uma homenagem aos povos indígenas que habitavam a região da Lagoa.

Histórico de depredações

O histórico de depredações acompanha a trajetória da obra desde sua instalação. Em 2011, a Prefeitura do Rio decidiu mudar o monumento para uma pedra mais afastada da margem, na tentativa de reduzir os casos de furto e vandalismo. Mesmo com a mudança, a escultura continuou sendo alvo de ações criminosas.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Impacto financeiro e declaração oficial

Segundo a Secretaria Municipal de Conservação, no ano passado foram gastos cerca de R$ 600 mil com reparos em monumentos danificados por furtos e vandalismo. “Cerca de 30% de tudo que a Secretaria de Conservação gasta com os monumentos vai para recuperar o que foi destruído, não para avançar, mas para voltar ao ponto de partida. Só nesta restauração foram R$ 50 mil. É dinheiro público que deveria estar em outras frentes, mas que precisa cobrir o que a impunidade permite”, afirmou o secretário municipal de Conservação, Diego Vaz.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar