Crime organizado: a ameaça das facções e a falência institucional silenciosa no Brasil
Crime organizado: facções e a falência institucional no Brasil

O editorial do Estadão de 30 de maio acertou ao cobrar do governo brasileiro uma postura madura e responsável diante do crime organizado. No entanto, um ponto recorrente em análises da mídia precisa ser questionado: a afirmação de que facções como Comando Vermelho e PCC têm objetivos primordialmente econômicos. Reduzir sua atuação a isso é ignorar que o capital movimentado por elas serve para comprar influência política e blindagem institucional. Esse projeto de poder corrompe o Executivo, o Legislativo, o Judiciário e a segurança pública, representando ameaça direta à soberania nacional. A simbiose com a corrupção merece a mesma mobilização dos defensores do Estado Democrático de Direito. A destruição causada por esse processo, embora não violenta como uma blitzkrieg, é mais letal ao longo de décadas de insegurança e impunidade. É alarmante que vozes políticas que alertam para essa gravidade permaneçam sufocadas pelo ruído de velhos atores reabilitados pela mídia. O Brasil aceita passivamente uma falência institucional silenciosa. Tratar a governança criminal como mero problema de fluxo de caixa é assistir à liquidação do Estado de Direito.

Soberania popular e o fracasso no combate ao crime

O Brasil falha em combater o crime local. Facções estão presentes no governo, na Faria Lima, em bairros e periferias, na Amazônia, nas fronteiras e até nos EUA. O governo clama por soberania de Estado, mas ignora a soberania da sociedade civil, principal vítima. O povo está exausto da criminalidade. A oligarquia burocrática alega que terrorismo visa ação política e ideológica, e que o resto é apenas crime organizado. Mas a criminalidade interfere em eleições, impondo voto de cabresto. Isso não é atuação política? É terrorismo para quem não tem compromisso com a bandidagem. Não se pode esquecer que tudo começou na ditadura, quando presos políticos ensinaram táticas terroristas a outros detentos. Hipocrisia.

Segurança pública em Pinheiros

Sobre a redução de 2% dos roubos no primeiro trimestre, conforme autoridades de São Paulo, vale lembrar a frase de Joelmir Beting: estatística é a arte de torturar números até que digam o que queremos ouvir.

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Angelita Gama: perda para a ciência

O Brasil perdeu Angelita Gama, médica, cientista e pesquisadora. Sua gentileza, generosidade e humor deixarão saudades. Daqui a um século, poucos serão lembrados, mas ela será reverenciada.

Imunidade tributária e a PEC das igrejas

O editorial do Estadão sobre a ampliação da imunidade tributária a igrejas e templos foi excelente. A preservação da crença deve ser garantida, mas não pode se confundir com a contribuição que todos devem dar ao país. A PEC, sob pretexto de proteção, avança sobre as finanças nacionais. As religiões já têm atividades essenciais protegidas. Isentá-las de forma ampla e irrestrita não é razoável. Que o Senado sepulte essa PEC.

Jornada de trabalho: redução para 40 horas

A proposta de reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial, avança no Congresso. Defensores apontam melhoria na qualidade de vida; empresários alertam para custos e inflação. Setores como saúde e segurança podem enfrentar dificuldades. O debate exige responsabilidade. Desde a CLT, trabalhadores conquistaram garantias, mas mudanças devem considerar competitividade e empregos. O Senado deve analisar com cautela.

Caso Master e empréstimo ao BRB

O salvamento do BRB ofende o país. Um empréstimo de R$ 6,5 bilhões com aval do STF. Cidadãos comuns respondem por escolhas erradas, enquanto poderosos se protegem mutuamente. Até quando?

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Soberania nacional e a classificação de facções como terroristas

Soa cômico ouvir o presidente Lula falar em soberania quando seu governo não controla o território, não protege cidadãos e não faz cumprir as leis. A principal ameaça à soberania está dentro das fronteiras. Após mais de duas décadas no poder, Lula e o PT não contiveram o avanço da criminalidade. A segurança pública nunca foi prioridade. Se o próximo governante não agir com rigor, o Brasil caminha para se tornar um narcoestado. A classificação do PCC e do CV como organizações terroristas pelos EUA é importante para cooperação financeira, rastreamento de recursos e bloqueio de ativos. A principal batalha é financeira.

Indignação seletiva

Lula se indignou com a classificação de facções como terroristas, mas o que PT fez nos últimos mandatos? Nada. A indignação é incompreensível.

Resposta difícil

Cabe ao Brasil combater seus criminosos, mas quem são os brasileiros que vão combatê-los? Os do governo Lula, simpáticos ao Hamas e Hezbollah? Como disse o macaco Sócrates: não precisa explicar, só queria entender.

Incoerência diplomática

Se fosse Bolsonaro na Presidência, o grupo extremista mandaria emissários aos EUA para negociar sobretaxas e classificação de facções? As medidas trazem prejuízos fiscais, econômicos e de segurança, colocando em risco a soberania. É incoerente que aqueles que incentivaram os EUA a tomar essas decisões estejam nas urnas tentando governar o país que nunca respeitaram.

Indicação de Jorge Messias ao STF

É patética a insistência de Lula em indicar Jorge Messias ao STF. Perde a oportunidade de indicar uma mulher qualificada. O cargo permanecerá vago.

Longevidade e o INSS

A longevidade desafia o INSS e exige soluções há muito esperadas. O Brasil parece preferir a eterna procura. Há gente demais anunciando diagnósticos e pouca disposta a concluir o tratamento. Talvez o país do futuro não exista porque faltam respostas, ou porque há gente demais vivendo da procura.

Brasil Adiante

Parabéns ao Estadão pela iniciativa Brasil Adiante. O projeto representa o que o país necessita para prosperar. Cabe ao eleitorado eleger representantes comprometidos com a cidadania e integridade para transformar essa visão em realidade.

Vetor de entendimento

O Estadão inova com o projeto Brasil Adiante para as eleições de 2026. Os cinco eixos – estabilidade institucional, educação, saúde, segurança pública e sustentabilidade – devem servir de bússola ao futuro presidente. Que as propostas sejam vetor de entendimento para as campanhas.

Planos de saúde e agências reguladoras

O deputado Rodrigo Valadares mostrou que reclamações contra planos de saúde cresceram 194% em quatro anos. Falta cobrar das agências reguladoras. Ao consumidor, resta recorrer ao CDC e enfrentar burocracia. As agências parecem escudo das operadoras. Se cumprissem seu papel, o CDC nem seria acionado. Criam-se agências, mas o cidadão percorre via-sacra burocrática. Reclamar é direito; cobrar responsabilidades é dever.

Seleção Brasileira

O amistoso contra o Panamá foi constrangedor, com falha na execução do Hino Nacional. A mobilização da CBF para recriar a comunhão com a seleção lembrou reunião de ex-alunos. Em campo, fragilidades na defesa, meio-campo e ataque. Faltaram intensidade e autoridade técnica. Restam as cinco estrelas no peito, que ainda impõem respeito. A história do futebol brasileiro entra em campo antes dos jogadores e, não raro, joga melhor que eles.

Porta do Céu

Agradecimento a Leandro Karnal pelo relato da devoção de dona Odete a Nossa Senhora. Ela cumpria sua missão de amor e caridade, recorrendo àquela que é a porta do céu, estrela da manhã, saúde dos enfermos. Nossa Senhora nos leva silenciosamente até seu Filho.