Corpo de cozinheira é identificado em Angra dos Reis
A Polícia Civil de São Paulo confirmou que o corpo encontrado em uma área de mata em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, é de Berenice Ramos de Aguiar, cozinheira de 42 anos que estava desaparecida desde 30 de junho em Ubatuba, litoral norte paulista. A principal suspeita do homicídio é sua patroa, Eliane Alves dos Santos, que foi presa temporariamente.
Desaparecimento e investigação
Berenice trabalhava como cozinheira na casa de Eliane há cerca de três meses. Ela desapareceu após sair do trabalho na noite de 30 de junho. Familiares registraram o boletim de ocorrência no dia seguinte. A polícia iniciou as investigações e, a partir de imagens de câmeras de segurança e dados de radares, constatou que Eliane dirigiu seu carro em direção ao Rio de Janeiro na mesma noite do desaparecimento.
O corpo foi localizado no dia 15 de julho em uma região de difícil acesso em Angra dos Reis, a cerca de 150 km de Ubatuba. A identificação foi feita por meio de exames de DNA e impressões digitais.
Contradições no depoimento da patroa
Em depoimento, Eliane Alves dos Santos afirmou que Berenice havia pedido demissão e saído de casa normalmente. No entanto, a polícia aponta contradições: testemunhas relataram que a vítima não demonstrava intenção de deixar o emprego, e o trajeto registrado pelos radares não condiz com a versão apresentada.
“Ela mudou a versão várias vezes. Primeiro disse que a Berenice saiu a pé, depois que pegou carona. Mas as câmeras mostram o carro dela indo em direção ao Rio”, afirmou o delegado responsável pelo caso, em entrevista coletiva.
Laudos periciais e próximos passos
A polícia aguarda os laudos periciais do Instituto Médico Legal (IML) para determinar a causa da morte e se há vestígios de violência. Enquanto isso, a prisão temporária de Eliane foi decretada por 30 dias, podendo ser prorrogada. O caso é tratado como homicídio qualificado, com possível ocultação de cadáver.
A família de Berenice pede justiça. “Ela era uma pessoa trabalhadora, nunca imaginamos que isso pudesse acontecer”, disse um familiar, que preferiu não se identificar.



