O governador do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, anunciou nesta quarta-feira a retomada das obras da Cadeia Pública Bangu XI, localizada na Zona Oeste da capital fluminense. A construção estava paralisada há dois anos por problemas de licenciamento e orçamentários. A unidade prisional terá capacidade para 800 detentos e receberá investimentos da ordem de R$ 200 milhões.
Detalhes da obra e impacto no sistema prisional
Segundo o governo estadual, a conclusão da Bangu XI é considerada estratégica para desafogar o sistema penitenciário fluminense, que atualmente opera com superlotação de cerca de 30%. A nova unidade será destinada a presos do regime fechado e semiaberto, com alas específicas para detentos provisórios e condenados. A obra integra o plano de ampliação do complexo de Bangu, que já abriga outras dez unidades.
O governador Ricardo Couto afirmou que a retomada das obras representa um compromisso com a segurança pública e a humanização do sistema carcerário. "Estamos dando um passo importante para reduzir a superlotação e garantir condições mais dignas para os detentos e agentes penitenciários", declarou Couto durante visita ao canteiro de obras.
Investimentos e prazos
O investimento de R$ 200 milhões será financiado com recursos do Tesouro estadual e do Fundo Penitenciário Nacional. A previsão é que as obras sejam concluídas em 18 meses, gerando cerca de 800 empregos diretos e indiretos. A empresa vencedora da licitação, a Construtora Novo Rumo, será responsável pela execução do projeto, que inclui modernização de sistemas de segurança, como câmeras e sensores.
Contexto e desafios
A paralisação anterior ocorreu devido a questionamentos do Ministério Público sobre licenças ambientais e atrasos no repasse de verbas. O governo estadual afirma que todas as pendências foram resolvidas, incluindo a obtenção da licença de instalação junto ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea). A Secretaria de Administração Penitenciária acompanhará o cronograma para evitar novos atrasos.
A retomada das obras da Bangu XI é vista com otimismo por especialistas em segurança pública, mas ainda há desafios. O sistema prisional do Rio de Janeiro tem uma população carcerária de aproximadamente 50 mil pessoas, com déficit de vagas superior a 10 mil. A nova unidade ajudará a reduzir esse déficit, mas não o eliminará completamente.



