Os corpos carbonizados encontrados dentro de uma casa incendiada na zona rural de Pescador, no Vale do Rio Doce, serão encaminhados ao setor de Antropologia do Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte para identificação. Segundo a Polícia Civil, o estado avançado de carbonização impediu a confirmação da identidade das vítimas no IML de Teófilo Otoni, unidade responsável pela região.
Exames de DNA para identificação
De acordo com a Polícia Civil, os corpos serão submetidos a exames de DNA. Familiares das supostas vítimas deverão comparecer nesta sexta-feira (31) à sede administrativa do IML de Teófilo Otoni para fornecer material genético, que será utilizado na comparação com o DNA extraído dos corpos. A coleta é um passo crucial para confirmar a identidade dos mortos, já que o estado de carbonização inviabilizou métodos tradicionais de reconhecimento, como impressões digitais ou características físicas.
Vítimas inicialmente apontadas pela PM
Inicialmente, a Polícia Militar informou que os corpos seriam de uma mulher de 65 anos e do sobrinho dela, de 48 anos, moradores da residência atingida pelo incêndio. No entanto, a confirmação oficial da identidade só será possível após a conclusão dos exames periciais. A Polícia Civil ressalta que apenas o laudo antropológico e o cruzamento de DNA poderão atestar, com certeza, quem são as vítimas.
Local do crime e descoberta dos corpos
Segundo a corporação, os corpos foram encontrados na manhã de quarta-feira (29), quando o imóvel já estava praticamente destruído. Apenas a fachada permaneceu de pé. O local, uma propriedade rural isolada, foi consumido pelo fogo, restando apenas escombros. Um produtor rural vizinho percebeu a casa destruída na manhã de quarta-feira e acionou a polícia, que constatou a presença dos corpos carbonizados entre os destroços.
Investigação do incêndio
As primeiras informações levantadas pela Polícia Militar indicam que o incêndio pode ter ocorrido entre a noite de domingo (26) e a madrugada de segunda-feira (27). A perícia da Polícia Civil foi realizada no local e as causas do incêndio ainda são investigadas. De acordo com a Polícia Militar, devido ao grau de destruição do imóvel, não foi possível apontar, até o momento, o que provocou o fogo. Peritos buscam vestígios de aceleradores ou sinais de ação criminosa, mas o avanço das chamas comprometeu grande parte das evidências.
Procedimentos periciais e prazos
O setor de Antropologia do IML de Belo Horizonte é especializado na análise de ossadas e corpos em avançado estado de decomposição ou carbonização. Os exames de DNA podem levar semanas para ficar prontos, dependendo da qualidade do material genético extraído. Enquanto isso, os corpos permanecerão sob custódia do IML. A Polícia Civil informou que um inquérito foi instaurado para apurar as circunstâncias do incêndio e da morte das vítimas.
A tragédia em Pescador chama a atenção para os riscos em áreas rurais, onde o isolamento dificulta o socorro rápido em caso de sinistros. A região do Vale do Rio Doce já registrou outros incêndios residenciais com vítimas fatais nos últimos anos, mas cada caso é investigado de forma independente.



