Coronel da PM investigado por atirar em vaca e égua na Paraíba
Coronel da PM investigado por atirar em animais na Paraíba

Um coronel da reserva da Polícia Militar da Paraíba está sob investigação por suspeita de atirar em animais na zona rural de Conde, na Grande João Pessoa. A confirmação foi feita pela Polícia Civil nesta quarta-feira (29). O caso ganhou repercussão após denúncias de moradores e testemunhas.

Primeiro ataque contra vaca

De acordo com a Polícia Civil, o primeiro incidente envolvendo o coronel, identificado como "Cunha Lima", ocorreu no mês passado. As investigações apontam que ele teria efetuado disparos contra uma vaca que circulava próximo a um terreno de sua propriedade. O local não possui muros ou qualquer tipo de cercamento, o que permitia a entrada dos animais.

A vaca foi atingida e morreu em decorrência dos ferimentos. Vizinhos relataram ter ouvido os tiros e visto o coronel manuseando uma arma de fogo. A Polícia Militar foi acionada, mas o suspeito não foi encontrado no momento da ocorrência.

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Segundo ataque: égua e criança presente

Na terça-feira (28), um novo episódio foi registrado. Desta vez, o coronel teria atirado contra uma égua que pastava no mesmo terreno. Segundo a polícia, o disparo ocorreu na frente de uma criança que caminhava com sua tia pela região. A testemunha, que preferiu não se identificar, afirmou que o barulho do tiro assustou a todos e que a égua caiu imediatamente.

Após a denúncia, equipes da Polícia Militar realizaram buscas pela região, mas até a última atualização desta reportagem, o suspeito não havia sido localizado. A Polícia Civil segue investigando o paradeiro do coronel e a posse da arma utilizada.

Crimes e penalidades

O delegado Francisco Basílio, responsável pelo caso, informou que, caso seja preso, o coronel poderá responder por maus-tratos a animais com agravante pela morte do animal e por disparo de arma de fogo em via pública. "A legislação brasileira prevê penas severas para quem pratica crueldade contra animais, especialmente quando há morte. Além disso, o disparo em local público representa risco à segurança de todos", afirmou o delegado.

A Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998) estabelece pena de detenção de três meses a um ano, além de multa, para quem praticar ato de abuso, maus-tratos ou ferir animais silvestres, domésticos ou domesticados. Quando o animal morre, a pena pode ser aumentada. Já o disparo em via pública é tipificado no Estatuto do Desarmamento (Lei nº 10.826/2003), com pena de reclusão de dois a quatro anos.

Repercussão e proteção animal

O caso gerou indignação entre moradores e defensores dos direitos dos animais. Associações de proteção animal da Paraíba emitiram notas de repúdio e cobram celeridade na investigação. "É inaceitável que um ex-integrante da Polícia Militar, que deveria proteger a sociedade, cometa tais atos de violência contra animais indefesos", declarou representante de uma ONG local.

A Polícia Civil reiterou que as investigações estão em andamento e que novas testemunhas serão ouvidas. A população pode contribuir com informações anônimas através do Disque-Denúncia 197.

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