Na tarde deste domingo, 14, uma colisão entre dois helicópteros no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio de Janeiro, resultou na morte de seis pessoas. As aeronaves caíram em um pátio com veículos na Avenida das Américas, atingindo ao menos 20 carros elétricos e provocando um incêndio de grandes proporções.
Prefeito lamenta tragédia e conhecia piloto
O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD), afirmou em coletiva de imprensa que conhecia pessoalmente um dos pilotos que morreram. “Eram dois pilotos experientes, com muitas horas de voo, com uma longa carreira. Foi uma fatalidade, uma tragédia”, declarou. Uma das vítimas era estrangeira, o que, segundo o prefeito, aumenta a complexidade de informar as famílias. Os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) para identificação. Até o momento, nenhum nome foi divulgado.
Incêndio em veículos elétricos intensificou chamas
O tenente-coronel Fábio Contreiras, porta-voz do Corpo de Bombeiros, explicou que o fato de os veículos atingidos serem elétricos agravou o incêndio. “O incêndio nas baterias de lítio causa uma energia muito alta. É um incêndio muito mais agressivo do que um incêndio comum”, disse à GloboNews. Peças das aeronaves foram encontradas a centenas de metros do local da colisão, e a região foi isolada para perícia da Polícia Civil. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Força Aérea Brasileira, também foi acionado. A causa da colisão ainda é desconhecida.
Aeronaves estavam em situação regular
Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), os helicópteros operavam em situação regular. Um deles, de matrícula PP-MAC, é um Bell Helicopter 206B Jet Ranger, com capacidade para cinco pessoas. O outro, um Eurocopter France AS 350 B2, matrícula PR-DJJ, tem seis assentos.



