Colégio Cruzeiro investiga lista sexual de alunas divulgada online
Colégio Cruzeiro investiga lista sexual de alunas

O Colégio Cruzeiro, localizado em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, instaurou uma diligência interna para apurar a criação e divulgação de uma lista com classificação sexual de alunas, produzida por estudantes da própria instituição. O caso também está sendo investigado pela Polícia Civil.

Escola acolhe vítimas e remove conteúdo

Em comunicado enviado a pais e responsáveis, a direção do colégio afirmou que tomou conhecimento da lista na última semana e imediatamente adotou medidas para acolher as vítimas e remover o conteúdo das plataformas digitais. A escola oferece assistência jurídica às famílias afetadas e reforçou a importância do uso seguro da internet.

“A instituição repudia veementemente qualquer ato de desrespeito, cyberbullying ou violência contra seus alunos. Estamos prestando todo o suporte necessário às vítimas e suas famílias”, diz trecho do comunicado.

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Polícia Civil investiga o caso

A Polícia Civil do Rio de Janeiro abriu inquérito para investigar a autoria e a divulgação da lista. A Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) é a responsável pelo caso. Até o momento, não há suspeitos identificados oficialmente.

O colégio também informou que está promovendo palestras e atividades de conscientização sobre cyberbullying, respeito e convivência digital saudável, como parte do programa pedagógico da instituição.

Repercussão entre pais e alunos

A lista, que circulou em grupos de WhatsApp e outras redes sociais, gerou indignação entre pais e alunos. Muitos cobram medidas mais rigorosas contra os responsáveis. A escola não divulgou o número de alunas listadas nem detalhes sobre o conteúdo, alegando sigilo e proteção às vítimas.

Especialistas em direito digital alertam que a criação e divulgação de listas com conotação sexual pode configurar crime de injúria, difamação e até mesmo exposição de imagem, passível de punição mesmo para menores de idade.

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