Relatório aponta cinco problemas críticos nos trens do Rio de Janeiro
Cinco problemas críticos nos trens do Rio de Janeiro

Um relatório da Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários e Metroviários do Estado do Rio de Janeiro (Agetransp) identificou cinco problemas graves na operação dos trens urbanos do Rio de Janeiro. O documento aponta redução no número de composições em circulação, problemas de conservação e acessibilidade, acúmulo de lixo e deficiências na infraestrutura da malha ferroviária.

Frota reduzida e composições paradas

Segundo o relatório, a frota atual da concessionária Trens-RJ conta com 48 composições a menos do que a antiga SuperVia. Isso representa uma queda significativa na capacidade de atendimento, afetando diretamente os passageiros que dependem do serviço. A redução se deve, em parte, a composições que estão paradas por falta de manutenção ou peças.

Estações degradadas e falta de acessibilidade

As estações também apresentam problemas graves. Muitas estão com infraestrutura degradada, com falta de acessibilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. O relatório destaca que rampas, elevadores e pisos táteis estão ausentes ou danificados em diversas paradas, dificultando o embarque e desembarque.

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Acúmulo de lixo nos trilhos e áreas adjacentes

O acúmulo de lixo é outro ponto crítico. O documento registra grande quantidade de resíduos nos trilhos e nas áreas próximas às estações, o que pode causar riscos à operação e à segurança dos passageiros. Além disso, o lixo atrai vetores e contribui para a degradação do ambiente.

Falhas de manutenção e obras inacabadas

As falhas de manutenção são recorrentes, com trens apresentando problemas mecânicos e elétricos. O relatório também aponta obras inacabadas em várias estações, que nunca foram concluídas após a transição da SuperVia para a Trens-RJ. Essas obras paralisadas geram transtornos e custos adicionais.

Altos custos com segurança

A segurança é outro item que preocupa. O relatório menciona que os gastos com segurança patrimonial são elevados, mas não se refletem em melhorias efetivas para os usuários. A frota reduzida e a degradação das estações também impactam a percepção de segurança dos passageiros.

O documento foi elaborado com base em fiscalizações realizadas pela Agetransp e servirá como subsídio para a auditoria contratada pela CPTM, que desde maio de 2026 assumiu a gestão da Trens-RJ. A auditoria busca diagnosticar a infraestrutura da malha ferroviária e propor soluções para os problemas identificados.

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