A professora da FGV/Ebape Joana Monteiro defendeu que o presidente da República deveria escolher uma pessoa de sua confiança para assumir a responsabilidade pela segurança pública, conferindo mais peso político à área. Em declaração recente, a especialista apontou a falta de prioridade institucional como um dos principais obstáculos para avançar no enfrentamento da violência no país.
Falta de prioridade institucional
Segundo Joana Monteiro, a segurança pública não tem recebido a atenção necessária no alto escalão do governo. Ela argumenta que, sem uma liderança forte e com poder político, as políticas de segurança tendem a ser fragmentadas e ineficazes. A professora destacou que a criação de um Ministério da Segurança poderia ajudar a centralizar esforços, mas há receios de que a pasta seja capturada por negociações políticas.
Riscos de captura política
Um dos motivos citados por Joana Monteiro para a não criação do ministério é o temor de que ele se torne alvo de interesses partidários e alianças políticas, comprometendo sua eficácia. A especialista ressaltou que é essencial que o presidente nomeie alguém de sua estrita confiança, capaz de atuar com autonomia e foco técnico, para evitar que a segurança pública seja tratada como moeda de troca.
Impacto na violência
A falta de uma autoridade com peso político suficiente, segundo a professora, contribui para a perpetuação da violência. Ela defende que a segurança pública deve ser tratada como prioridade de Estado, e não apenas de governo, para que haja continuidade nas políticas independentemente de mudanças de gestão. A declaração de Joana Monteiro reforça o debate sobre a necessidade de reformas institucionais no setor.



