A Polícia Civil localizou no aparelho celular da empresária Eliane Alves dos Santos registros de pesquisas relacionadas a procedimentos de desmontagem e limpeza de um automóvel. De acordo com a investigação, tais buscas reforçam a suspeita de que os envolvidos tentaram eliminar vestígios do assassinato da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar, ocorrido em Ubatuba, no Litoral Norte de São Paulo. As informações constam na denúncia apresentada pelo Ministério Público, que foi aceita pela Justiça nesta segunda-feira (3).
Além de Eliane, também se tornaram réus o namorado dela, Irimar Castilho, e o sobrinho, Magno dos Santos Neri Barbosa, ambos detidos por suspeita de participação no crime e na ocultação do cadáver. A descoberta das pesquisas no celular da empresária é apontada pela investigação como um dos elementos que sustentam a acusação de fraude processual.
Investigação aponta tentativa de apagar rastros
Os policiais também destacaram que a caminhonete, onde segundo o Ministério Público Berenice foi morta, passou por uma oficina em Jacareí após o crime. A investigação ainda revelou que houve descarte e troca de aparelhos celulares, exclusão de dados e a retirada do HD do sistema de câmeras do local onde a cozinheira trabalhava. Essas ações, conforme os investigadores, indicam uma tentativa deliberada de obstruir o trabalho da Justiça.
Para o Ministério Público, Berenice foi morta após uma discussão com a patroa por causa de verbas trabalhistas. A denúncia afirma que Eliane atirou na cozinheira durante um trajeto pela Rodovia Rio-Santos, enquanto Magno dirigia a caminhonete. Após o crime, segundo a acusação, o corpo foi levado para uma área de mata em Angra dos Reis (RJ), onde foi encontrado 17 dias depois do desaparecimento da vítima.
Repercussão e situação dos réus
Eliane Alves dos Santos está presa desde 10 de julho. Irimar Castilho foi preso na segunda-feira (3) e Magno dos Santos Neri Barbosa nesta terça-feira (4). Os três respondem por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e fraude processual.
A defesa de Magno informou que, por enquanto, não vai se manifestar sobre o caso. Já o advogado de Irimar afirmou que o cliente é inocente. O advogado que representava Eliane disse que deixou a defesa da investigada, e o g1 busca contato com a nova defesa.



