PF deflagra 10ª fase da Operação Compliance Zero contra Thiago Miranda
A Polícia Federal realizou nesta quinta-feira (9) a 10ª fase da Operação Compliance Zero, tendo como único alvo o publicitário Thiago Miranda, dono da Miranda Comunicação (Agência MiThi) e sócio do portal de notícias Léo Dias. Miranda é investigado por suspeita de coordenar uma ação em redes sociais para comprometer a credibilidade e a atuação do Banco Central, no contexto do caso Master.
Homenagem recebida em fevereiro de 2025
Em fevereiro de 2025, Thiago Miranda recebeu o título de "Cidadão Benemérito de Brasília" da Câmara Legislativa do Distrito Federal. A honraria é concedida a pessoas que prestaram relevantes serviços à sociedade do DF ou que se destacaram em suas áreas, contribuindo para o desenvolvimento social, cultural ou esportivo da capital. A proposta foi do deputado Pepa (PP), então líder do governo Ibaneis Rocha (MDB). A reportagem solicitou detalhes sobre a motivação da homenagem ao parlamentar e aguarda retorno.
Investigação sobre organização criminosa
Os investigadores apuram a possível atuação de uma organização criminosa dedicada à intimidação de jornalistas, monitoramento de pessoas ligadas a autoridades e obtenção indevida de informações sigilosas. A defesa de Thiago Miranda divulgou nota negando a prática de "qualquer ilegalidade".
Esquema de contratação de influencers
Em janeiro, o g1 revelou o esquema de contratação de influencers para difamar o Banco Central. Um criador de conteúdo digital de São Paulo, sob anonimato, afirmou ter recebido R$ 7,8 mil por uma única postagem com críticas ao Banco Central, publicada em dezembro. O pagamento foi feito pela empresa de Thiago Miranda. Após essa publicação, ele recusou uma proposta de contrato de três meses para continuar divulgando conteúdos semelhantes, que previa a produção de oito vídeos por mês e pagamento total de R$ 188 mil, com desconto de comissão.
Defesa nega irregularidades
Em depoimento à PF em março, Miranda negou ter contratado influencers para atacar autoridades ou órgãos de Estado, afirmando que o trabalho era para a "reconstrução reputacional da imagem" do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. A defesa reitera a inexistência de qualquer ilegalidade nas ações do publicitário.



