Uma casa de madeira abandonada há quatro meses sobre um caminhão em um terreno próximo à Escola Básica Casimiro Staszuski, no bairro Linha Batista, em Criciúma (SC), preocupa moradores e autoridades locais. A estrutura, que está pendendo para a direita, representa risco iminente de desabamento, conforme a Defesa Civil do município.
Nesta terça-feira (4), o proprietário do caminhão foi localizado e informou que fará a retirada voluntária do veículo. A Defesa Civil estabeleceu prazo até a noite de quarta-feira (5) para a remoção. Caso não ocorra, a prefeitura, em parceria com a Diretoria de Trânsito e Transporte (DTT), executará a remoção forçada na quinta-feira (6).
Risco iminente de desabamento
O diretor da Defesa Civil de Criciúma, Fred Gomes, alertou para a gravidade da situação. “A casa está pendendo para a direita. Crianças que brincam aqui perto podem se machucar gravemente se a estrutura cair. Os cabos de aço já se soltaram e os trilhos que sustentam a casa na carroceria estão se entortando. A situação é precária e representa um perigo real”, afirmou.
O abandono ocorre desde março, quando o caminhão e a casa foram deixados na Rodovia Leonardo Bialeck, área de grande circulação de pessoas, especialmente alunos da escola e frequentadores do Centro Polonês.
Comunidade apreensiva
Karina Dela Bruna, presidente da Associação de Moradores do Bairro Linha Batista, relatou que a comunidade tentou contato prévio com o proprietário para remoção voluntária, sem sucesso. “Nós respeitamos um tempo, tivemos uma comunicação, mas não tivemos nenhum respaldo do proprietário. Agora, como a situação se estendeu demais e o risco é nítido, tivemos que tomar medidas mais drásticas”, disse.
Segundo Karina, a casa foi deixada no local por falta de licença de transporte e indefinição do comprador sobre o endereço final de entrega. O terreno onde o veículo está abandonado é particular e não pertence nem ao dono do caminhão nem ao comprador do imóvel.
Ações da Defesa Civil
A Defesa Civil de Criciúma já havia identificado riscos estruturais e de segurança na estrutura. A notificação ao proprietário foi feita após tentativas frustradas de contato. O órgão ressalta que a remoção forçada será realizada se o prazo não for cumprido, visando proteger a população local.
O caso ganhou repercussão nas redes sociais e na imprensa regional, com moradores cobrando providências rápidas das autoridades. A escola Casimiro Staszuski, próxima ao local, emitiu comunicado orientando pais e alunos a evitarem a área até a resolução do problema.
Próximos passos
A prefeitura de Criciúma, por meio da DTT, está preparada para agir na quinta-feira (6), caso o proprietário não cumpra o prazo. A operação envolverá guincho e equipes especializadas para remover o caminhão e a casa com segurança.
Enquanto isso, a comunidade permanece em alerta, esperando que a situação seja resolvida sem maiores transtornos. A Defesa Civil reforça que a prioridade é a segurança de todos, especialmente das crianças que frequentam a região.



