O Brasil registrou pelo menos cinco acidentes com a prática de rope jumping desde o ano de 2020, de acordo com a Associação Paulista de Rapel. Desses incidentes, três resultaram em vítimas fatais, o que acende um alerta sobre os riscos da atividade. Segundo o responsável pela associação, a maioria dos casos é consequência de falha humana, evidenciando a necessidade de maior fiscalização e treinamento.
Acidente recente em Limeira
O caso mais recente ocorreu em Limeira, interior de São Paulo, onde a jovem Maria Eduarda, de 21 anos, morreu após cair de uma altura de 40 metros sem utilizar equipamentos de segurança. O episódio foi registrado por câmeras de celular e rapidamente viralizou nas redes sociais, gerando comoção e debates sobre a segurança da modalidade.
Falta de regulamentação
A ausência de uma regulamentação específica para o rope jumping é apontada como um dos fatores que contribuem para a ocorrência de acidentes. Diferentemente de esportes como o rapel, que possuem normas técnicas e certificações, o rope jumping carece de diretrizes claras, permitindo que empresas e profissionais atuem sem a devida preparação.
A Associação Paulista de Rapel defende a criação de regras mais rígidas e a exigência de equipamentos certificados para a prática. Além disso, recomenda que os praticantes busquem instrutores qualificados e verifiquem as condições dos materiais antes de qualquer salto.
Locais de risco
Um dos pontos mais conhecidos para a prática do rope jumping no Brasil é a Ponte do Esqueleto, localizada no Rio de Janeiro. Apesar da beleza cênica, o local já foi palco de acidentes e é alvo de críticas por parte de especialistas, que apontam a falta de infraestrutura de segurança adequada.
Enquanto isso, o número de adeptos ao esporte radical continua crescendo, impulsionado por vídeos compartilhados em redes sociais. No entanto, a falta de controle e a banalização dos riscos preocupam as autoridades, que ainda buscam maneiras de coibir práticas inseguras.
Como evitar acidentes
Para reduzir os riscos, a Associação Paulista de Rapel recomenda que os praticantes sigam alguns procedimentos básicos:
- Verificar se os equipamentos possuem certificação de qualidade;
- Realizar treinamento prévio com profissionais habilitados;
- Exigir que a empresa ou instrutor apresente seguro de responsabilidade civil;
- Nunca praticar o esporte sob efeito de álcool ou drogas;
- Inspecionar cordas, mosquetões e fitas antes de cada uso.
A entidade também sugere que os municípios criem cadastros de prestadores de serviço e realizem vistorias periódicas nos locais de salto. A expectativa é que, com medidas preventivas e educativas, o número de acidentes diminua nos próximos anos.



