Bebê abandonado em lixeira: polícia instaura inquérito e identifica mãe de 14 anos
Bebê em lixeira: polícia investiga infanticídio e estupro de vulnerável

A Polícia Civil de Sorocaba instaurou inquérito formal nesta segunda-feira (20) para investigar o abandono de uma recém-nascida encontrada dentro de uma lixeira no banheiro de um hospital particular. A mãe, uma adolescente de 14 anos, foi identificada ainda dentro da unidade de saúde, segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP). O caso, que chocou a cidade, é tratado sob três frentes criminais pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM): tentativa de infanticídio, estupro de vulnerável e violência doméstica.

Identificação da mãe e primeiras investigações

De acordo com a SSP, a adolescente foi identificada pelas equipes da DDM ainda dentro do Hospital Evangélico, na Vila Jardini, onde o bebê foi localizado no domingo (19). Durante as diligências iniciais, os investigadores ouviram as equipes de enfermagem, que relataram suspeitas sobre a jovem, que havia dado entrada na unidade com sangramento vaginal. A polícia informou que detalhes específicos sobre os suspeitos serão preservados devido à natureza da ocorrência e ao envolvimento de uma menor de idade, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Localização e atendimento à recém-nascida

Em nota, o Hospital Evangélico confirmou que a criança foi encontrada na lixeira do banheiro do pronto-socorro. Imediatamente, a equipe médica prestou os primeiros cuidados de emergência, garantindo a sobrevivência da menina, e acionou a Polícia Militar e o Samu. Após a estabilização, a recém-nascida foi transferida com vida para o Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS), onde segue internada. De acordo com o CHS, a bebê possui quadro de saúde estável, está sob cuidados intensivos de uma equipe médica multidisciplinar e já foi submetida aos exames clínicos necessários.

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Acompanhamento do Conselho Tutelar

A Prefeitura de Sorocaba informou que o Conselho Tutelar acompanha o caso. Os conselheiros já estiveram no CHS para checar a situação da criança e aguardam a alta médica da bebê para tomar as medidas protetivas e de abrigamento cabíveis. A investigação prossegue sob sigilo, e a polícia não descarta novas linhas de apuração.

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