Bebê em estado grave após afogamento em piscina em Maricá, RJ
Bebê em estado grave após afogamento em piscina em Maricá

Um bebê está internado em estado grave no Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara, em Maricá, na Região Metropolitana do Rio, após se afogar na piscina de casa. A Secretaria Municipal de Saúde informou nesta segunda-feira (8) que a vítima recebe cuidados intensivos e monitoramento permanente de equipes médicas especializadas. A idade do bebê não foi divulgada pela Prefeitura.

Cuidados em casa

De acordo com a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (SOBRASA), o afogamento é a segunda causa de morte entre crianças de 1 a 4 anos, e cerca de 50% dos casos ocorrem dentro de casa. Os afogamentos nessa faixa etária acontecem muitas vezes em piscinas, banheiros, privadas, banheiras, máquinas de lavar, baldes de roupas, caixas d'água e cisternas.

O secretário geral da SOBRASA, Dr. David Szpilman, destaca cinco dicas que podem evitar em até 95% o risco de afogamento dentro de casa:

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  • Supervisão em 100% do tempo: se a criança está perto de água, piscina ou qualquer local sem segurança completa, um adulto deve acompanhá-la o tempo todo.
  • Esvaziar tanque, balde, bacia e banheira: mesmo com pouca água, pois uma quantidade pequena já pode causar afogamento.
  • Restringir o acesso a áreas de serviço, banheiras, lagos, poças e piscinas, diminuindo a possibilidade de incidentes.
  • Fechar recipientes como sanitários, caixas d'água, poços, cisternas e máquinas de lavar.
  • Piscinas devem ser cercadas com altura mínima de 1,10 m, barras verticais não escaláveis, portão automático que feche sozinho, abrindo para fora e de preferência transparente.

A SOBRASA também orienta que as famílias usem ralo anti-aspiração de corpo e cabelo e, se possível, dois pontos de aspiração.

Primeiros socorros

O Corpo de Bombeiros reforça que a supervisão constante é a principal forma de prevenção, sendo essencial a presença de um adulto na área da piscina. Em caso de acidente, a recomendação é agir rápido: retirar a criança da água, ligar para o 193 e seguir as orientações do atendente enquanto a equipe de resgate se desloca. Pelo telefone, o adulto será instruído por uma equipe treinada a realizar os primeiros socorros no local.

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