Bauru (SP) enfrenta uma onda de furtos em suas unidades escolares. Dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP) revelam que, entre janeiro e maio de 2026, foram registrados 28 casos de furtos em escolas municipais, estaduais e particulares da cidade. Isso representa uma média superior a um crime por semana nos primeiros cinco meses do ano.
Impacto na comunidade escolar
Além do prejuízo ao patrimônio público, as invasões constantes afetam a rotina das unidades de ensino e a comunidade escolar. Pais, alunos e profissionais da educação manifestam preocupação crescente. Imagens de câmeras de segurança flagraram ações recentes de criminosos invadindo e furtando materiais dentro de pátios e salas de aula de unidades municipais.
Medidas de segurança adotadas pela prefeitura
Diante do cenário, a Prefeitura de Bauru informou que tem adotado medidas para reforçar a proteção dos prédios da rede municipal, que conta com 99 unidades de ensino. Atualmente, o esquema de segurança na rede pública municipal inclui: 26 escolas com alarmes equipados com sensores e sirenes; 20 escolas protegidas por cerca concertina; e 3 veículos realizando rondas pelas regiões das unidades escolares.
Segundo a administração municipal, a expectativa é que mais cinco unidades recebam alarmes até o fim de agosto e outras sete passem a contar com proteção por cerca do tipo concertina. Já o sistema de videomonitoramento por câmeras, anunciado anteriormente como uma das principais promessas de segurança para cobrir todas as 99 escolas municipais, continua sem data para entrar em operação.
Licitação do videomonitoramento em andamento
A prefeitura informou que o processo de licitação do videomonitoramento segue em andamento e que as propostas das empresas interessadas devem ser abertas no dia 29 de julho. A instalação dos equipamentos em toda a rede só deve ocorrer após a conclusão da licitação e a assinatura dos contratos.
Centro de Bauru também sofre com furtos
Nos cinco primeiros meses do ano, a cidade registrou média superior a 400 furtos por mês, de acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP). Em janeiro, o índice chegou a 487 ocorrências, sendo o número mais alto desde novembro de 2021. Em sinal de protesto contra os crimes recorrentes, comerciantes da região colaram cartazes nas fachadas com a palavra "luto", criticando a falta de segurança, conforme flagrado pela TV TEM.
Comerciantes protestam e cogitam fechar as portas
O comerciante Henrique Matsuoka, que mantém uma pastelaria no centro há 26 anos, conta que pela primeira vez cogita fechar as portas ou mudar de endereço. "A gente trabalha, paga imposto certinho todo mês e chega aqui sem conseguir trabalhar. Já estou há 26 anos e essa é a primeira vez que penso em parar, porque não temos mais segurança. Vamos embora para descansar, mas não descansamos mais", lamentou Matsuoka.



