Uma jovem de Chapecó, em Santa Catarina, teve uma foto íntima copiada por um atendente durante a troca de plano de telefone. O caso ocorreu no dia 11 de junho e foi registrado em boletim de ocorrência por Eduarda Kruger. O funcionário, de 21 anos, confessou ter transferido a imagem para o próprio celular e agora é investigado pela Polícia Civil por invasão de dispositivo informático, crime previsto na Lei Carolina Dieckmann.
Como aconteceu
Eduarda foi até uma loja da TIM para alterar o plano. Durante o atendimento, o funcionário pediu a senha do celular para acessar o aplicativo da empresa. Após sair, ela notou uma notificação de transferência via AirDrop, indicando que arquivos haviam sido copiados para outro aparelho. Desesperada, ligou para o pai, a irmã e um amigo policial, que orientou chamar o 190.
Confissão e descoberta
A Polícia Militar foi acionada e, ao confrontar o atendente, ele confessou o ato. Um termo circunstanciado foi lavrado, e o homem se comprometeu a comparecer em juízo. Na loja, Eduarda, acompanhada dos policiais, acessou o celular do suspeito e encontrou uma pasta oculta com fotos de várias outras mulheres, indicando que a prática era recorrente. Ela apagou suas próprias imagens, inclusive da lixeira.
Lei Carolina Dieckmann
A Lei nº 12.737/2012, conhecida como Lei Carolina Dieckmann, foi criada após a atriz ter seu computador invadido e suas fotos divulgadas. A pena para invasão de dispositivo informático com o objetivo de obter, adulterar ou destruir dados sem autorização é de um a cinco anos de reclusão, além de multa.
Posicionamento da TIM
A TIM informou, em nota, que o envolvido não era funcionário direto da operadora, mas de um parceiro, e foi desligado assim que os fatos foram identificados. A empresa afirmou que a conduta foge completamente aos seus padrões de ética e conduta.
A investigação está sob sigilo na 1ª Delegacia de Polícia de Chapecó. O suspeito não foi preso e seu nome não foi divulgado.



