Ataque no Terminal de Carapina: suspeito confessa tentativa de feminicídio
Ataque no Terminal: suspeito confessa tentativa de feminicídio

Na última terça-feira (28), uma jovem de 27 anos foi vítima de uma tentativa de feminicídio enquanto trabalhava no Terminal de Carapina, na Serra, região da Grande Vitória. O suspeito, Rafael Monteiro Amaral, de 41 anos, ex-cunhado da vítima, foi preso em flagrante pela Polícia Militar e confessou que planejava matá-la para depois assassinar a própria esposa.

O ataque

De acordo com a Polícia Militar, a vítima estava exercendo suas funções profissionais no terminal quando o suspeito se aproximou e, sem que ela tivesse chance de defesa, desferiu um golpe de faca em suas costas. A jovem sofreu um ferimento profundo e precisou receber pontos no local. Após o ataque, Rafael Monteiro Amaral fugiu correndo e se escondeu dentro de uma sala de serviço da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Carapina, que fica nas proximidades do terminal.

A prisão e a confissão

A Polícia Militar foi acionada e, após buscas, localizou o suspeito dentro da UPA. Com ele, foi apreendida a faca utilizada no crime. Durante o interrogatório, Rafael confessou aos policiais que foi até o terminal especificamente para matar a ex-cunhada, pois ela estava abrigando a irmã dele — sua ex-esposa — após o fim do relacionamento do casal. Ele ainda declarou que, depois de cometer o assassinato, iria atrás da esposa com a mesma intenção.

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Ameaças anteriores

A vítima relatou aos policiais que vinha sofrendo ameaças do ex-cunhado há vários dias, desde que passou a acolher a própria irmã em sua residência. O suspeito não aceitava o fim do relacionamento e via a ex-cunhada como um obstáculo. A jovem foi socorrida e encaminhada a uma unidade de saúde, onde recebeu atendimento médico e levou pontos nas costas, recebendo alta em seguida.

Consequências legais

Rafael Monteiro Amaral foi levado para a Delegacia Regional da Serra, onde foi autuado em flagrante por tentativa de feminicídio. Posteriormente, ele foi encaminhado ao presídio, onde permanece à disposição da Justiça. O caso reforça a importância de denunciar ameaças e violência doméstica, especialmente quando há histórico de agressões. Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do Espírito Santo, a tentativa de feminicídio é um crime grave, com penas que podem chegar a 30 anos de reclusão.

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