Assembleia do Rio é alvo de operação contra ligação com facção criminosa
Assembleia do Rio é alvo de operação contra facção

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro foi novamente alvo de uma operação policial. Policiais e promotores cumpriram mandado de busca e apreensão no gabinete do deputado estadual Val Ceasa, do PRD. Os investigadores apontam indícios de que ele favoreceu interesses da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP).

Alvos da operação

Além de Val Ceasa, o ex-vereador do Rio Ulisses Marins, que era do União Brasil e deixou o cargo em 2024, também foi alvo da operação. Segundo a investigação, ambos conseguiram adiar a demolição de um imóvel conhecido como 'resort do tráfico', alegando que ali funcionavam projetos sociais. O Ministério Público afirma que a construção pertencia a um dos chefes da facção, Alvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão. Em 2025, toda a estrutura foi demolida pelas autoridades.

Penetração do crime organizado

Os promotores destacam que 'se está diante de uma inaceitável penetração do crime organizado nas altas esferas do Poder Público' e apontam influência de bandidos em áreas onde os políticos investigados têm base eleitoral. Val Ceasa é o quinto deputado estadual do Rio investigado por ligações com o crime organizado somente neste mandato, iniciado em 2023.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

O procurador-geral de Justiça do MPRJ, Antônio José Campos Moreira, afirmou: 'A preservação da democracia exige instituições fortes. E não se pode aceitar que o parlamento seja ocupado por figuras dessa estirpe.'

Reações

O deputado Val Ceasa declarou que é vítima de perseguição política. O Jornal Nacional não conseguiu contato com a defesa do ex-vereador Ulisses Marins. A operação reforça as investigações sobre a relação de agentes públicos com facções criminosas no estado.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar