A advogada da família de Olga Beatriz Santos da Silva, de 12 anos, afirmou que a criança não possuía celular nem acesso a redes sociais. A menina morreu no último domingo (8) na primeira noite em que dormiu na casa do pai, Claudinei Silva, de 42 anos, no bairro Serra Dourada, em Várzea Grande. A informação foi confirmada ao g1 pela advogada Dayanne Rodrigues.
Histórico de violência doméstica
Segundo a representante da família, a mãe da adolescente estava separada de Claudinei após episódios de violência doméstica. Olga Beatriz insistia em manter contato com o pai, e por isso a mãe permitia algumas visitas, mas sem pernoite. A mãe da vítima também nega a versão apresentada pelo suspeito de que teria encontrado mensagens trocadas entre a filha e um garoto. De acordo com ela, a criança não tinha celular ou rede social.
O crime
De acordo com a Polícia Civil, Claudinei fugiu da casa onde o crime ocorreu logo após enviar uma mensagem à ex-mulher para buscar a menina. Posteriormente, ele se apresentou à delegacia e foi preso em flagrante por feminicídio. O g1 tenta localizar a defesa dele.
No dia do crime, a mãe relatou que foi até a casa do ex-companheiro por volta das 18h para buscar a filha. Após insistir diversas vezes no portão, Claudinei saiu da residência e afirmou que Olga Beatriz estava brincando na casa de uma vizinha. Ao entrar no imóvel, porém, a mulher encontrou a adolescente caída no chão de um dos quartos, desacordada e com diversas lesões provocadas por agressões físicas.
Investigação
O caso é investigado pela Polícia Civil como feminicídio. A advogada da família reforçou que a menina não tinha acesso a celular ou redes sociais, contradizendo a versão do suspeito. A comunidade local está consternada com a tragédia.



