Dez dias após o desaparecimento da adolescente goiana Alice Dias de Oliveira, de 16 anos, a família segue sem notícias e cobra avanços da polícia francesa. A jovem foi vista pela última vez no dia 22 de julho, quando saiu do estágio que realizava durante as férias escolares e enviou uma mensagem ao pai dizendo que esperava o trem para voltar para casa, em Trappes, na região metropolitana de Paris.
Neste sábado (1º de agosto), a tia de Alice, Luciana Oliveira, que mora em Goiânia, afirmou que ninguém da família consegue se alimentar ou dormir direito. “A dor é muito grande. Sofremos por ela, por não ter notícias, e também sofremos por eles, por não poder estar perto do meu irmão e da minha cunhada em um momento tão difícil como esse. O sentimento é de impotência”, desabafou.
Irmã cobra respostas nas redes sociais
Ana Flávia Dias de Oliveira, irmã da adolescente, publicou um vídeo nas redes sociais dizendo que a família não recebeu nenhuma informação sobre o paradeiro de Alice. “A gente não tem notícia nenhuma da minha irmã. Dez dias e a polícia na mesma. Não nos deram filmagem. Nada, nada, nada. Eu já não sei mais o que faço”, afirmou.
No vídeo, Ana Flávia contou que os pais da adolescente não têm condições emocionais de falar publicamente sobre o caso. Ela disse que concilia o trabalho com a mobilização para divulgar o desaparecimento e pediu que as pessoas continuem compartilhando a foto da irmã.
Como foi o desaparecimento
De acordo com os familiares, Alice desapareceu após sair do estágio de férias no dia 22 de julho. A última mensagem foi enviada ao pai, informando que ela estava esperando o trem para retornar para casa. A família aguarda acesso às imagens das câmeras de segurança da estação ferroviária, mas até o momento não obteve retorno da polícia francesa.
Uma amiga da adolescente também desapareceu um dia antes, segundo a família. Os parentes acreditam que as duas possam estar juntas, mas não há confirmação das autoridades. A polícia francesa não se manifestou oficialmente sobre o caso, e a família diz que segue no escuro quanto às investigações.
Protocolo francês de desaparecimento
A família explicou que a polícia francesa adota um protocolo diferente do brasileiro para casos de desaparecimento de adolescentes durante o verão europeu. Por isso, os parentes seguem sem acesso a informações e dependem da divulgação nas redes sociais para tentar localizar a jovem.
A ausência de novidades aumenta a sensação de impotência relatada pela família. A tia Luciana reforçou que a angústia só cresce e voltou a pedir que a foto de Alice seja compartilhada.
Assistência consular do Brasil
O Ministério das Relações Exteriores, por meio do Consulado-Geral do Brasil em Paris, informou que tem conhecimento do caso e presta assistência consular aos familiares da nacional. Em nota, o Itamaraty disse que o atendimento é feito a partir de contato do cidadão interessado ou, a depender do caso, de sua família.
O órgão destacou que a atuação consular do Brasil pauta-se pela legislação internacional e nacional e que, em atendimento ao direito à privacidade e em observância à Lei de Acesso à Informação, não divulga informações pessoais de cidadãos que requisitam serviços consulares. O Itamaraty, portanto, não deu detalhes sobre a assistência prestada à família de Alice.
A família segue mobilizada e mantém a esperança de que a divulgação do caso ajude a encontrar Alice. Os parentes pedem que as pessoas continuem compartilhando a foto da adolescente e que qualquer informação seja repassada às autoridades.



