Juiz de Fora registrou, em média, cerca de dois acidentes por dia com animais peçonhentos entre janeiro e 11 de junho de 2026. Ao todo, foram 325 ocorrências no período, segundo dados do Portal da Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG).
Aranhas lideram ranking de acidentes
As aranhas foram responsáveis pelo maior número de ocorrências, com 118 casos, seguidas pelos escorpiões (53) e pelas serpentes (16). Em 104 casos, o animal causador não foi identificado.
Pés são a região mais atingida
Em relação ao local das picadas, os pés foram a região do corpo mais atingida, com 84 ocorrências. Os dados também mostram que 11,69% dos acidentes tiveram relação com atividades de trabalho, enquanto 85,54% não estavam relacionados ao exercício profissional.
Faixa etária mais afetada
A faixa etária de 50 a 59 anos concentrou o maior número de ocorrências, com 61 casos. Entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos, foram registrados 53 acidentes.
Aumento nos últimos anos
Os acidentes com animais peçonhentos em Juiz de Fora aumentaram nos últimos anos. Em 2024, foram registrados 460 casos. Já em 2025, o total chegou a 643 ocorrências, o maior da série recente. Até 11 de junho de 2026, a cidade já havia contabilizado 325 acidentes, o equivalente a pouco mais da metade do total registrado em todo o ano anterior.
Como evitar acidentes com animais peçonhentos?
Segundo o Corpo de Bombeiros, algumas medidas simples ajudam a reduzir o risco de acidentes:
- Tenha atenção ao calçar sapatos, botas e luvas, verificando o interior antes de usá-los;
- Durante a limpeza de terrenos, quintais e jardins, utilize calçados fechados e luvas de proteção;
- Evite manusear animais peçonhentos, mesmo que pareçam mortos ou inofensivos;
- Ao encontrar um animal peçonhento, não tente capturá-lo. Acione o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193 para que a remoção seja feita de forma segura.
O que fazer em caso de picada?
Se houver uma picada, a orientação é:
- Procurar atendimento médico imediatamente ou acionar o Corpo de Bombeiros (193) ou o Samu (192), se necessário;
- Se for possível tirar uma foto do animal para auxiliar na identificação durante o atendimento médico;
- Não tentar capturar ou matar o animal.



