A Vigilância Sanitária de Uberlândia realizou uma interdição cautelar na Nutriville Alimentação Hospitalar, empresa que fornece refeições ao Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU). A decisão foi tomada após fiscalização realizada na segunda-feira (8), que identificou irregularidades graves relacionadas às condições de higiene, organização e adequação sanitária das instalações.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a empresa já havia sido vistoriada anteriormente e notificada para corrigir os problemas apontados pelos fiscais há cerca de seis meses. Em uma nova inspeção, os técnicos constataram que as inconformidades não foram totalmente resolvidas, o que motivou a interdição. A empresa permanecerá impedida de funcionar até que todas as exigências sanitárias sejam atendidas.
A TV Integração procurou a empresa responsável pelo fornecimento das refeições. Por meio da assessoria de comunicação, a direção informou que prepara um posicionamento oficial sobre a interdição e os apontamentos feitos pela Vigilância Sanitária.
Repercussão
Após a medida, acompanhantes de pacientes relataram dificuldades para receber alimentação no hospital. Em nota, o HC-UFU informou que está em andamento a substituição da empresa responsável pelo serviço e que o setor de nutrição passa por um período de transição. A unidade afirmou que adotou adequações temporárias no cardápio para garantir o atendimento a pacientes, acompanhantes, residentes e internos plantonistas.
O hospital destacou ainda que nenhum desses grupos ficará sem assistência e que a previsão é de que o fornecimento regular das refeições seja normalizado até sexta-feira (12). A direção informou que trabalha para concluir a reorganização do serviço e assegurar a continuidade do atendimento com qualidade e segurança alimentar.
Medidas adotadas
O HC-UFU está em processo de substituição da empresa interditada. Enquanto isso, ajustes temporários no cardápio foram implementados para manter a alimentação de todos os envolvidos. A prioridade é garantir que pacientes, acompanhantes, residentes e plantonistas recebam refeições adequadas.
A Vigilância Sanitária continua monitorando a situação e só liberará o funcionamento da Nutriville após comprovação de que todas as irregularidades foram sanadas. A empresa, por sua vez, afirma estar analisando os termos da interdição para apresentar sua defesa.



