Vacinação contra HPV reduz infecção em 81% em jovens brasileiras
Vacina HPV reduz 81% infecção em meninas de 16 a 25 anos

A vacinação contra o papilomavírus humano (HPV) resultou em uma redução de 81% na prevalência da infecção entre meninas de 16 a 25 anos no Brasil, aponta uma pesquisa que será publicada na revista científica npj Vaccines. O estudo, ainda em fase de pré-publicação, também observou uma queda menor entre os homens, destacando a eficácia da imunização em populações jovens.

Queda significativa entre meninas

Os dados mostram que a prevalência do HPV entre meninas de 16 a 25 anos caiu drasticamente após a introdução da vacina no calendário nacional de vacinação. Segundo os pesquisadores, a redução de 81% é atribuída principalmente à alta cobertura vacinal entre adolescentes de 15 a 19 anos, faixa etária que concentra o maior benefício. O HPV é a infecção sexualmente transmissível mais comum e está associada a diversos tipos de câncer, como o de colo do útero, ânus e orofaringe.

Impacto menor entre homens

Entre os homens, a redução na prevalência foi menos expressiva, o que os cientistas explicam pela menor adesão à vacinação masculina no período analisado. A vacina contra o HPV está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) para meninos e meninas desde 2014, mas a cobertura entre o público masculino ainda é inferior. A pesquisa ressalta a necessidade de ampliar a imunização para ambos os sexos como estratégia de saúde pública.

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Importância da vacinação precoce

O estudo enfatiza que a vacinação antes do início da vida sexual é crucial, pois o HPV é transmitido principalmente por contato sexual. A faixa etária de 15 a 19 anos apresentou os melhores resultados, reforçando a recomendação de vacinar pré-adolescentes. No Brasil, a vacina quadrivalente protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18, responsáveis pela maioria dos casos de câncer e verrugas genitais. Segundo pesquisadores, a manutenção de altas taxas de cobertura pode levar à erradicação de cepas oncogênicas em futuras gerações.

Resultados robustos mesmo em contexto de pandemia

A coleta de dados ocorreu entre 2019 e 2023, período que incluiu a pandemia de covid-19, que impactou os serviços de vacinação. Ainda assim, os números obtidos mostram resiliência do programa brasileiro. Os autores do trabalho, vinculados a instituições como o Instituto Nacional de Câncer (INCA) e universidades, consideram os resultados animadores para políticas de prevenção. O artigo completo será divulgado em breve na npj Vaccines, revista de acesso aberto do grupo Nature.

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