Homem morre após transplante de rim infectado com raiva nos EUA
Transplante de rim com raiva causa morte nos EUA

Barney Kurowicki estava muito otimista: ele finalmente iria receber um rim, de um doador falecido em Idaho (EUA) aos 59 anos. Porém o paciente acabou morrendo após o transplante. O motivo: o rim do doador, James Martin, estava infectado com o vírus da raiva, passado para ele por um gambá.

O episódio trágico ocorreu em dezembro de 2024, mas só esta semana acabou noticiado. Uma reportagem no Scripps News contou que James havia falecido no ano anterior, vítima do que a sua família acreditava serem problemas cardíacos, relatou a viúva. Não tínhamos ideia, disse Kim Martin sobre a infecção por raiva.

Logo após receber o rim doado, no Centro Médico da Universidade de Toledo (Ohio, EUA), o carteiro aposentado começou a apresentar tremores, fraqueza nos membros inferiores, confusão mental e um medo inexplicável de água, o que alertou os médicos. Barney morreu em poucos dias. A autópsia revelou a presença do vírus da raiva.

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Os órgãos de James doados pela família foram testados para doenças como HIV e hepatite, antes de serem enviados aos receptores de transplante, mas não foram testados para raiva. A última vez em que foi relatado oficialmente um caso de alguém contraindo raiva por meio de transplante de órgão ou tecido nos EUA foi em 2013, e antes disso, em 2004.

Este é um evento muito raro. O transplante de órgãos nos Estados Unidos é muito seguro, declarou David McCormick, médico do Escritório de Segurança de Sangue, Órgãos e Outros Tecidos do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA, de acordo com o NY Post. A raiva é quase 100% letal após o início dos sintomas.

O caso levanta questões sobre os protocolos de triagem de doadores. Embora a raiva seja extremamente rara em transplantes, a falta de testes específicos pode permitir que órgãos contaminados sejam utilizados. Especialistas recomendam que, em situações de risco, como exposição a animais selvagens, os doadores sejam avaliados mais detalhadamente.

A família de Kurowicki agora busca respostas e justiça, enquanto as autoridades de saúde revisam os procedimentos para evitar que tragédias como essa se repitam. O CDC continua monitorando a situação e reforça a importância da notificação de casos suspeitos.

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