SUS substitui vacina pneumocócica e amplia proteção contra doenças graves
SUS substitui vacina pneumocócica e amplia proteção

O Sistema Único de Saúde (SUS) deu um passo importante na prevenção de doenças graves ao incorporar a vacina pneumocócica 20-valente (VPC20) ao Calendário Nacional de Vacinação. A nova vacina substitui a pneumocócica 10-valente, oferecendo proteção contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, o dobro da cobertura anterior. A mudança começa a ser implementada neste mês e expande o acesso para pessoas com doenças que aumentam o risco de complicações, como pneumonia, meningite e infecções invasivas.

O que muda com a nova vacina

A VPC20 passa a integrar o calendário infantil do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e também a Rede de Imunobiológicos para Pessoas com Situações Especiais (RIE). De acordo com a Pfizer, fabricante da vacina, um dos principais avanços é a inclusão dos sorotipos 19A e 3, que são os mais circulantes no país e estão associados à maior parte dos casos de doença pneumocócica invasiva. Além deles, outros oito sorotipos contemplados pela nova vacina estão relacionados ao aumento da resistência a antibióticos e ao potencial de causar infecções invasivas, incluindo meningite, além de estarem associados à ocorrência de surtos na infância. A vacina também inclui cinco sorotipos exclusivos ligados a quadros graves que não estão contemplados em nenhuma outra vacina pneumocócica conjugada disponível atualmente no Brasil.

Cobertura contra formas graves aumenta

De acordo com a fabricante, a mudança amplia de forma significativa a proteção contra os sorotipos mais associados às formas graves da doença em crianças menores de 5 anos. Com a substituição da vacina 10-valente pela 20-valente, a cobertura contra esses sorotipos passa de 3% para 77%. A ampliação ocorre em um contexto de aumento dos casos de meningite pneumocócica registrados no Brasil nos últimos anos. Estudos também apontam impacto importante da doença sobre o sistema de saúde, com elevado número de hospitalizações e custos associados, mesmo com a existência de vacinação.

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Quem corre mais risco

A bactéria pneumococo pode estar presente na nasofaringe sem provocar sintomas, o que facilita sua transmissão, especialmente entre crianças. Embora a infecção possa atingir pessoas de qualquer idade, crianças, idosos e indivíduos com doenças crônicas estão entre os grupos mais suscetíveis ao desenvolvimento de formas graves.

Proteção ampliada para pessoas com comorbidades

A atualização também amplia o acesso à vacinação para pessoas com condições clínicas associadas a maior risco de complicações. Antes, a imunização era direcionada principalmente a pacientes oncológicos, pessoas vivendo com HIV e transplantados. Agora, segundo a Pfizer, também passa a contemplar pessoas com asma grave, doenças cardiovasculares, pulmonares, renais e hepáticas, além de diabetes. Para bebês e crianças menores de 5 anos, o esquema vacinal varia conforme a idade e a condição clínica. Já para crianças acima de 5 anos e adultos, a VPC20 será aplicada em dose única, exceto em situações específicas, como pacientes submetidos a transplante de células-tronco hematopoéticas (TCTH) e terapia CAR-T. Especialistas avaliam que a simplificação do esquema pode facilitar a adesão à vacinação. Adriana Ribeiro, líder médica da Pfizer no Brasil, afirma: "A ampliação da vacinação pneumocócica no SUS representa um avanço relevante na proteção de populações mais vulneráveis. Estamos falando de reduzir o risco de doenças graves, hospitalizações prolongadas e óbitos, tanto na infância quanto em pessoas com comorbidades."

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