Chesley “Sully” Sullenberger, o piloto americano que se tornou herói nacional ao pousar um avião no rio Hudson, em Nova York, em 2009, anunciou que recebeu o diagnóstico de Alzheimer. A revelação foi feita pelo próprio Sullenberger em comunicado divulgado à imprensa.
O milagre do Hudson
Em 15 de janeiro de 2009, Sullenberger era o comandante do voo US Airways 1549, que decolou do Aeroporto LaGuardia com destino a Charlotte, na Carolina do Norte. Poucos minutos após a decolagem, uma colisão com um bando de gansos danificou ambos os motores da aeronave, deixando-a sem potência. Sem tempo para retornar ao aeroporto ou alcançar uma pista alternativa, Sullenberger tomou a decisão de pousar no rio Hudson, em pleno inverno nova-iorquino.
O pouso forçado foi bem-sucedido e todas as 155 pessoas a bordo sobreviveram. O episódio ficou conhecido como “milagre do Hudson” e rendeu a Sullenberger fama mundial, além de inúmeras homenagens, incluindo um filme estrelado por Tom Hanks.
O diagnóstico e a reação
Em seu anúncio, Sullenberger afirmou que decidiu tornar público o diagnóstico para reduzir o estigma associado à doença e incentivar outros a buscarem ajuda. “Estou compartilhando isso para que outros que enfrentam desafios semelhantes saibam que não estão sozinhos”, declarou. Ele também destacou que continuará ativo em causas sociais e palestras, adaptando sua rotina conforme necessário.
O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva que afeta a memória, o pensamento e o comportamento. Não há cura, mas tratamentos podem retardar os sintomas. Sullenberger, que hoje tem 73 anos, afirmou que está cercado por familiares e amigos e que manterá uma atitude positiva.
Legado de um herói
Além de piloto, Sullenberger tornou-se palestrante motivacional e defensor da segurança na aviação. Após o “milagre do Hudson”, ele foi convidado a depor em audiências no Congresso dos EUA e escreveu livros sobre liderança e tomada de decisão sob pressão. Sua história inspira milhões ao redor do mundo.



