Sul de Minas registra aumento de internações por doenças respiratórias
Sul de Minas: alta de casos respiratórios pressiona hospitais

O avanço dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Sul de Minas tem pressionado a rede hospitalar e levado municípios a ampliar leitos, decretar emergência em saúde pública e reforçar o alerta sobre a vacinação.

Medidas emergenciais em diversas cidades

Varginha, Três Corações, São Sebastião do Paraíso, Pouso Alegre e Poços de Caldas estão entre as cidades que adotaram medidas diante do aumento das internações por SRAG.

São Sebastião do Paraíso

Em São Sebastião do Paraíso, que integra a Regional de Saúde de Passos, foram registradas 82 internações e seis mortes por SRAG. O município está entre os que mais concentram casos da síndrome na regional, formada por 28 cidades. Para ampliar a capacidade de atendimento, foram abertos oito novos leitos clínicos e um leito pediátrico de UTI, destinados exclusivamente a pacientes com a síndrome. Segundo o diretor de operações da Santa Casa, Renato Figueiredo, dos 136 pacientes internados atualmente na unidade, 12 estão em tratamento por SRAG. “O público mais afetado é formado por idosos com comorbidades e por crianças”, afirmou.

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Varginha

Em Varginha, a prefeitura decretou emergência em saúde pública por até 120 dias, devido ao aumento dos atendimentos relacionados a doenças respiratórias. Responsável por atender 55 municípios do Sul de Minas, a Regional soma 575 hospitalizações e 23 mortes por SRAG. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a procura por atendimento na UPA cresceu a partir da segunda quinzena de abril. O município contabiliza 144 notificações de SRAG com necessidade de hospitalização e seis mortes. A maior preocupação está nos casos graves que envolvem crianças de até 9 anos.

Três Corações

Em Três Corações, uma das cidades atendidas pela Regional de Varginha, foram registradas 82 internações e três mortes, segundo dados do painel da Secretaria Estadual de Saúde. A Fundação Hospitalar São Sebastião ampliou a estrutura de atendimento, passando de 19 para 52 leitos de UTI destinados ao SUS. Ao todo, foram criados 33 leitos provisórios exclusivos para pacientes com SRAG. O investimento superou R$ 2 milhões, aplicados em obras, equipamentos e contratação emergencial de profissionais. Com a ampliação, o município passou a receber pacientes de diversas cidades do Sul de Minas e de outras regiões de Minas Gerais.

Pouso Alegre

Em Pouso Alegre, a Secretaria Estadual de Saúde registrou 14 hospitalizações e duas mortes por SRAG. No Hospital das Clínicas Samuel Libânio, sete pacientes estão internados com a síndrome; todos são crianças. Três têm entre dois e três anos, e quatro têm menos de dois anos de idade. Diante do cenário, a coordenadora de Vigilância em Saúde do município, Thatiana Guerra, reforçou a importância da imunização. “Nós temos trabalhado para que os grupos prioritários procurem a vacina da influenza e a da Covid”, afirmou. A vacina contra a gripe está liberada para toda a população de Pouso Alegre. A prefeitura também tem intensificado orientações em escolas e locais com grande circulação de pessoas. Entre as recomendações estão manter ambientes ventilados, reforçar a hidratação e a alimentação, proteger crianças e idosos do frio e procurar atendimento médico diante do agravamento dos sintomas. “Seguimos orientando toda a população quanto às maneiras de se prevenir”, destacou a coordenadora.

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Poços de Caldas

Em Poços de Caldas, foram registradas 43 hospitalizações e uma morte por SRAG desde o início do ano. Segundo a diretora da Rede de Urgência e Emergência do município, Michelle Bertozzi, o cenário ainda é considerado controlado, sem pressão significativa sobre os leitos hospitalares. Apesar disso, Michelle reforçou que a vacinação continua sendo a principal forma de prevenção contra os casos graves de doenças respiratórias. A cobertura vacinal dos grupos prioritários está em cerca de 46%, índice considerado abaixo do ideal. “A principal prevenção é a vacinação, principalmente para gestantes e puérperas, porque ela também ajuda a proteger os filhos”, afirmou. A diretora também destacou a importância da vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR) para gestantes, disponível a partir da 28ª semana de gestação. “As pessoas precisam procurar e se vacinar”, reforçou.