A influenciadora Bianca Andrade compartilhou recentemente suas dificuldades com a amamentação, reacendendo o debate sobre se o silicone interfere nesse processo. Afinal, a presença de próteses mamárias pode atrapalhar a amamentação? Especialistas consultados afirmam que a resposta não é simples e depende de diversos fatores.
O que dizem os especialistas
De acordo com cirurgiões plásticos e pediatras, a técnica cirúrgica utilizada na colocação do silicone, a anatomia da mama e as condições individuais da mãe pesam mais do que a simples existência da prótese. Em muitos casos, a amamentação ocorre de forma normal e saudável.
Técnica cirúrgica é crucial
A incisão feita durante a cirurgia pode afetar os ductos lactíferos. Incisões na aréola ou ao redor do mamilo têm maior potencial de interferir na amamentação, enquanto incisões na axila ou na dobra inferior da mama geralmente preservam a estrutura. Além disso, o plano de colocação da prótese (atrás ou na frente do músculo peitoral) também influencia.
Silicone não contamina o leite
Estudos científicos demonstram que o silicone utilizado nas próteses é inerte e não migra para o leite materno. Portanto, não há risco de contaminação. O leite de mães com silicone é seguro para o bebê.
Condições individuais
Fatores como a quantidade de tecido mamário da mulher, a capacidade de produção de leite e a pega correta do bebê são determinantes para o sucesso da amamentação, independentemente da presença da prótese. Muitas mulheres com silicone amamentam sem qualquer dificuldade.
Suporte à mãe é essencial
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida do bebê. Para isso, é fundamental que a mãe receba apoio de profissionais de saúde, como consultores de amamentação e pediatras, especialmente se houver desafios como os enfrentados por Bianca Andrade.
Em resumo, o silicone não é, por si só, um impeditivo para a amamentação. Cada caso deve ser avaliado individualmente, levando em conta a cirurgia realizada e as características da mãe. O mais importante é que a mulher se sinta acolhida e informada para tomar a melhor decisão para si e para o bebê.



