Semaglutida vs Tirzepatida: Diferenças e Ozivy Chega ao Brasil
Semaglutida e Tirzepatida: Diferenças e Novo Ozivy

O Brasil ganhou uma nova opção de tratamento para diabetes tipo 2 com a chegada do Ozivy, primeiro medicamento nacional à base de semaglutida sintética aprovado pela Anvisa. Produzido pela EMS, o Ozivy já está disponível nas farmácias e integra o grupo de terapias com semaglutida no país. Para quem já conhece o Ozempic, a versão nacional levanta dúvidas, especialmente sobre a diferença entre semaglutida e tirzepatida — substância usada em medicamentos como Mounjaro.

Mecanismo de ação: a principal diferença

A semaglutida atua em um único hormônio, o GLP-1. Já a tirzepatida age em dois: GLP-1 e GIP. Essa ação dupla tende a gerar maior perda de peso. Ambos os medicamentos imitam hormônios produzidos naturalmente após as refeições, estimulando a liberação de insulina, reduzindo o apetite e retardando o esvaziamento gástrico. A tirzepatida, por ativar dois receptores, amplia esses efeitos.

No estudo SURMOUNT-5, a tirzepatida resultou em perda média de 20,2% do peso corporal em 72 semanas, contra 13,7% da semaglutida. No entanto, a escolha não depende apenas da eficácia: tolerância, custo e indicação médica também são determinantes. A semaglutida segue como alternativa consolidada, com amplo histórico clínico.

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Efeitos colaterais e cuidados

Os efeitos adversos são semelhantes: náusea, diarreia, vômitos e constipação, mais comuns no início e controlados com ajuste gradual da dose. Ambos exigem receita médica e não devem ser iniciados por conta própria. O tratamento começa com doses baixas para adaptação do organismo.

Ozivy: o primeiro nacional

O Ozivy foi aprovado como medicamento novo pela Anvisa, não sendo biossimilar ou genérico, e não é intercambiável com o Ozempic. A semaglutida do Ozivy é obtida por síntese química, garantindo alta pureza. Uma diferença prática: o Ozivy precisa ser refrigerado entre 2°C e 8°C antes e após o uso, enquanto o Ozempic pode ficar fora da geladeira por até seis semanas (abaixo de 30°C).

A farmacêutica EMS iniciou a comercialização após o vencimento da patente da semaglutida no Brasil, abrindo espaço para versões nacionais. A orientação médica é essencial, pois a troca automática na farmácia não é permitida.

Diabetes e obesidade no Brasil

Dados do Ministério da Saúde mostram que o número de adultos com diabetes aumentou 135% entre 2006 e 2024, passando de 5,5% para 12,9%. No mesmo período, a obesidade cresceu 118% e o excesso de peso avançou 47%. Estima-se que mais de 16 milhões de brasileiros tenham diabetes, principalmente tipo 2, associado a fatores genéticos, ganho de peso, má alimentação e sedentarismo.

A prevalência de obesidade em diabéticos é três vezes maior do que na população geral. As duas condições se retroalimentam, tornando tratamentos que atuam em ambas as frentes cada vez mais relevantes.

Orientações finais

Semaglutida e tirzepatida são medicamentos controlados, com venda sob prescrição. O acompanhamento com endocrinologista é fundamental para avaliar segurança, custo, disponibilidade e preferência do paciente. A farmacêutica responsável Drogal, CRF/SP 43.895, reforça a importância de buscar orientação profissional antes de iniciar qualquer tratamento.

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