O câncer continua sendo uma das principais causas de morte no mundo, e muitos fatores de risco são modificáveis. No Brasil, enquanto o combate ao tabagismo é considerado um sucesso, o sedentarismo surge como um desafio crescente e muitas vezes ignorado. De acordo com especialistas, cerca de 76% dos brasileiros não atingem os níveis mínimos de atividade física recomendados, o que contribui para o aumento da obesidade e de outros problemas de saúde. A obesidade, por sua vez, está associada a pelo menos 13 tipos de câncer.
O impacto do sedentarismo na saúde
O estilo de vida moderno, marcado por longas horas sentado no trabalho e em casa, reduz drasticamente o gasto calórico diário. A falta de movimento não apenas favorece o ganho de peso, mas também desregula processos metabólicos e hormonais que podem levar ao desenvolvimento de tumores. Estudos mostram que a prática regular de atividade física reduz o risco de câncer de cólon, mama, endométrio, entre outros.
Como incorporar mais movimento ao dia a dia
Pequenas mudanças na rotina podem fazer grande diferença. Subir escadas em vez de usar o elevador, caminhar durante o horário de almoço, estacionar o carro mais longe do destino e fazer pausas ativas no trabalho são estratégias simples e eficazes. O importante é acumular pelo menos 150 minutos de atividade moderada por semana, conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde.
O combate ao sedentarismo deve ser uma prioridade nas políticas de saúde pública, assim como foi com o tabagismo. Campanhas de conscientização, criação de espaços públicos para exercícios e incentivo ao transporte ativo são medidas que podem reverter esse cenário. A prevenção do câncer passa, inevitavelmente, pela promoção de um estilo de vida mais ativo.



