Sarampo avança em SP com 15 casos em uma semana; vacinação é urgente
Sarampo avança em SP: 15 casos em uma semana

A cidade de São Paulo enfrenta um aumento significativo de casos de sarampo. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, foram confirmados 15 casos somente na última semana, o maior número desde o surto de 2019. A doença, que havia sido considerada eliminada no Brasil, voltou a circular devido à queda na cobertura vacinal.

Alerta para baixa cobertura vacinal

'Estamos preocupados com a propagação do vírus, especialmente em áreas com baixa imunização', afirmou o secretário municipal de Saúde, Dr. João Silva. Dados da pasta indicam que a cobertura da tríplice viral em crianças menores de dois anos caiu para 78% em 2025, bem abaixo da meta de 95% recomendada pela OMS.

Medidas de controle

As autoridades intensificaram as campanhas de vacinação nos postos de saúde e em unidades móveis na zona norte e leste, regiões com maior concentração de casos. 'É essencial que pais e responsáveis levem as crianças para tomar a vacina', reforçou o coordenador do programa de imunização, Dr. Carlos Oliveira. A vacina está disponível em todas as UBS da cidade.

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Sintomas e transmissão

O sarampo é altamente contagioso, transmitido por vias aéreas. Os primeiros sintomas incluem febre alta, tosse e manchas vermelhas na pele. Complicações podem levar à pneumonia e encefalite, especialmente em crianças desnutridas ou imunossuprimidas.

Histórico da doença na capital

Em 2019, São Paulo viveu um surto com mais de 17 mil casos. Após a vacinação em massa, os casos caíram drasticamente. No entanto, a pandemia de Covid-19 reduziu a cobertura vacinal, criando uma população suscetível. 'Estamos colhendo os frutos da negligência vacinal', lamenta o infectologista Dr. Paulo Souza.

Orientações à população

A Secretaria recomenda que pessoas de 1 a 59 anos sem comprovante de vacinação procurem a UBS mais próxima. Crianças de 1 a 5 anos devem tomar a primeira dose da tríplice viral, e entre 6 e 10 anos, a segunda dose. Adultos de 20 a 29 anos, grupo com baixa cobertura, também são alvo da campanha.

Monitoramento epidemiológico

A Secretaria Estadual de Saúde monitora a situação em conjunto com o município e informou que já investiga outros 20 casos suspeitos. 'Cada caso confirmado é um indicativo de que o vírus continua circulando', disse o diretor do Centro de Vigilância Epidemiológica, Dr. Ricardo Silva. A expectativa é conter o surto nas próximas semanas com a intensificação da vacinação.

A população deve redobrar a atenção e manter a caderneta de vacinação em dia.

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