Uma pesquisa da PNAUM (Pesquisa Nacional de Acesso, Utilização e Promoção do Uso Racional de Medicamentos) revelou que 93% dos idosos brasileiros utilizam pelo menos um medicamento de uso contínuo, e 18% deles estão em situação de polifarmácia, ou seja, fazem uso de cinco ou mais fármacos simultaneamente. Esse cenário, combinado com a administração de remédios em horários inadequados, pode elevar significativamente os riscos à saúde dessa população.
Uso inadequado de medicamentos entre idosos
Um estudo publicado pela Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia (RBGG) aponta que muitos idosos consomem medicamentos potencialmente inapropriados para a faixa etária. Esses fármacos podem causar reações adversas, interações perigosas e agravar condições preexistentes. A falta de orientação precisa sobre os horários corretos de administração é um dos fatores que contribuem para esse problema.
Protocolo da Anvisa relaciona quedas a danos importantes
De acordo com um protocolo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o uso incorreto de medicamentos está diretamente associado a quedas, que podem resultar em fraturas, hospitalizações e perda de autonomia. Os idosos são particularmente vulneráveis a esses eventos, que muitas vezes ocorrem devido a efeitos colaterais como sonolência, tontura e hipotensão postural, provocados por medicamentos tomados em horários inadequados.
Acompanhamento da rotina em casa reduz riscos
Especialistas recomendam que o acompanhamento da rotina domiciliar é essencial para minimizar os perigos. A supervisão de um cuidador ou familiar pode garantir que os medicamentos sejam administrados nos horários corretos, evitando duplicidade de doses ou esquecimentos. Além disso, a organização dos remédios em caixas separadas por horário e o uso de alarmes são estratégias simples que ajudam a manter a disciplina no tratamento.
A polifarmácia exige atenção redobrada, pois cada medicamento pode interagir com outros, alterando seus efeitos. Por isso, é fundamental que o idoso tenha uma lista atualizada de todos os fármacos que utiliza, incluindo aqueles de venda livre, e que consulte regularmente um médico ou farmacêutico para revisar a prescrição.
Em suma, a conscientização sobre a importância do horário correto dos medicamentos e o suporte de profissionais de saúde e familiares são medidas cruciais para proteger a saúde dos idosos e evitar danos graves.



