A Américas Amigas, organização fundada há 17 anos por Andréa Pereira, promove hoje um jantar beneficente na Casa Fasano. O evento deve reunir cerca de 300 empresários, médicos e apoiadores da instituição, que tem como missão combater a desigualdade no acesso ao diagnóstico precoce do câncer de mama no Brasil.
Reconhecimento internacional
Recentemente, a entidade foi agraciada com o Social Responsibility Award for Community Impact in Healthcare, concedido pela Brazilian-American Chamber of Commerce durante o Person of the Year Awards, realizado no American Museum of Natural History, em Nova York. A homenagem destaca o trabalho da Américas Amigas na redução das disparidades no acesso à mamografia em todo o território nacional.
Atuação em regiões remotas
Enquanto a maioria dos mamógrafos do país está concentrada nas capitais, a Américas Amigas desenvolveu uma operação logística que leva exames para áreas distantes e periferias urbanas. Em parceria com a Marinha, a organização realiza mamografias em comunidades ribeirinhas da Amazônia, garantindo atendimento a populações de difícil acesso.
Números expressivos
- Mais de 1,5 milhão de mamografias realizadas.
- Atendimento em mais de 700 municípios brasileiros.
- Presença em todas as regiões, com foco no Norte e Nordeste, onde a cobertura é menor.
Desigualdade regional
Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde de 2019, apenas 58% das mulheres entre 50 e 69 anos realizaram mamografia no Brasil. Enquanto o Sudeste apresenta índices mais elevados, as regiões Norte e Nordeste ainda enfrentam déficit de acesso, o que reforça a importância do trabalho da Américas Amigas.



