Obesidade em alta amplia busca por tratamentos no Brasil
Obesidade em alta: busca por tratamentos cresce

A obesidade no Brasil atingiu 25% da população adulta, segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2023. Esse cenário tem ampliado significativamente a busca por tratamentos, que vão desde mudanças no estilo de vida até intervenções cirúrgicas e medicamentosas.

Crescimento da obesidade no país

De acordo com o Ministério da Saúde, a prevalência da obesidade passou de 20,1% em 2019 para 25% em 2023, um aumento de quase cinco pontos percentuais em quatro anos. Especialistas apontam que fatores como sedentarismo, alimentação ultraprocessada e estresse contribuem para essa alta. "A obesidade é uma doença crônica que exige tratamento multidisciplinar", afirma a endocrinologista Maria Fernanda B. Santos, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

Tratamentos em alta demanda

Com o aumento dos casos, a procura por cirurgia bariátrica cresceu 30% nos últimos dois anos, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM). Além disso, novos medicamentos, como os análogos do GLP-1 (semaglutida e liraglutida), têm ganhado popularidade. "Esses fármacos ajudam na perda de peso, mas devem ser usados com acompanhamento médico", ressalta Santos.

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Desafios no acesso ao tratamento

Apesar da maior oferta, o acesso ainda é desigual. Dados do Sistema Único de Saúde (SUS) mostram que a fila para cirurgia bariátrica pode chegar a dois anos em algumas regiões. Já os medicamentos de alto custo nem sempre são cobertos por planos de saúde. "Precisamos de políticas públicas que facilitem o tratamento para todos", defende o presidente da SBCBM, Dr. Ricardo Cohen.

Impacto na saúde pública

A obesidade está associada a mais de 200 complicações, incluindo diabetes tipo 2, hipertensão e doenças cardiovasculares. O custo anual para o SUS com doenças relacionadas à obesidade é estimado em R$ 3,6 bilhões, segundo estudo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). "Investir em prevenção e tratamento é essencial para reduzir esses gastos", conclui Cohen.

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