Nova vacina pneumocócica 20-valente chega ao Acre com 6,6 mil doses
Nova vacina pneumocócica 20-valente chega ao Acre

A nova versão da vacina pneumocócica 20-valente (VPC20) começou a ser aplicada no Acre e já está disponível nas unidades de saúde dos 22 municípios do estado. O Acre recebeu 3,6 mil doses no último dia 5 e uma segunda remessa de 3 mil doses no sábado (20), totalizando 6,6 mil doses destinadas ao abastecimento da rede pública de saúde.

Proteção ampliada contra doenças pneumocócicas

O imunizante foi incorporado ao calendário de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS) e amplia a proteção contra doenças causadas pela bactéria pneumocócica, como pneumonia e meningite. A nova formulação substitui ou complementa as versões anteriores, como a VPC10 e a VPC13. A principal mudança é a ampliação da cobertura para 20 sorotipos da bactéria, o dobro das vacinas anteriores.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), a atualização do imunizante deve reforçar a proteção principalmente em crianças menores de cinco anos, grupo mais vulnerável às formas graves da doença. A Pneumo 20 inclui sorotipos que hoje estão entre os mais associados a casos graves no Brasil, como os tipos 3, 6A e 19A.

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Grupos elegíveis e esquema vacinal

A estratégia de vacinação contempla: crianças menores de 5 anos; crianças a partir de 2 anos com condições clínicas especiais; idosos institucionalizados com 60 anos ou mais; e povos indígenas a partir de 5 anos sem histórico vacinal. Para os bebês, o esquema vacinal segue o calendário infantil: 1ª dose aos 2 meses, 2ª dose aos 4 meses e reforço aos 12 meses. Já para idosos e outros grupos elegíveis, a aplicação é feita em dose única, conforme critérios do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Crianças que já completaram o esquema vacinal com versões anteriores não precisam receber novas doses. Aquelas com esquema incompleto podem atualizar a imunização até 4 anos, 11 meses e 29 dias.

Eficácia e impacto epidemiológico

Para a coordenadora estadual do Programa Nacional de Imunizações, Renata Quiles, a nova versão apresenta resposta imunológica acima do mínimo exigido. "Precisa ter pelo menos 75% de soroconversão, que é a resposta que o nosso corpo dá quando recebe a vacina, e essa tem mais de 77%. E ela ser implantada já no primeiro ano de vida derruba a possibilidade de crianças terem pneumonias graves e também evoluírem para meningite", explicou.

Ela também destacou o cenário epidemiológico que reforça a importância da ampliação da imunização no estado. "Casou com o nosso cenário epidemiológico da Região Norte e do Acre. Tivemos recentemente uma criança no Juruá que apresentou meningite causada por essa bactéria, que hoje pode ser prevenida por essa vacina", completou.

Cobertura ampliada e dados nacionais

Dados divulgados anteriormente pelo Ministério da Saúde indicam que a nova formulação aumenta de 3% para 77% a cobertura contra os sorotipos mais relacionados a quadros graves em crianças menores de 5 anos. Além das formas invasivas da doença, como meningite e infecções generalizadas, a vacina também protege contra casos de otite média.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença pneumocócica continua sendo uma das principais causas de mortalidade infantil por enfermidades que podem ser prevenidas por vacinação. A expectativa do governo é imunizar cerca de 2,4 milhões de bebês por ano com a nova vacina, ampliando a proteção contra formas graves da doença desde os primeiros meses de vida.

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