Camila Nogueira de Menezes, de 38 anos, deu entrada no Hospital Esperança, no Recife, para uma cirurgia de hérnia e retirada de pedra na vesícula há cinco meses. Durante o procedimento, ela apresentou apneia, que é a interrupção temporária e involuntária da respiração, e sofreu uma parada cardiorrespiratória. Desde então, a paciente se encontra em estado vegetativo.
Segundo o advogado da família, Paulo Maia, os sinais de agravamento do quadro clínico já apareciam nos monitores da sala cirúrgica no início do procedimento. A falta de intervenção adequada fez com que o quadro evoluísse para uma parada cardiorrespiratória. "Às 11h18 foi que a cirurgiã identificou que Camila estava em parada cardíaca. Às 11h33, ou seja, [após] 15 minutos de manobra de ressuscitação foi que Camila retornou à vida", afirmou.
A cirurgia foi realizada no dia 27 de agosto de 2025, no Hospital Esperança, da Rede D’Or. A equipe médica era composta pela cirurgiã Clarissa Guedes, pela anestesista Mariana Parahyba e pela cirurgiã auxiliar Daniele Teti. A anestesista original não pôde comparecer devido a atraso em outro procedimento.
Em dezembro do ano passado, a família entrou com uma representação no Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) pedindo o afastamento e a cassação do registro profissional das três médicas por suposta negligência. O Hospital Esperança informou que Camila apresentou uma complicação cirúrgica enquanto estava sob os cuidados da equipe escolhida pela própria paciente e que prestou todo o suporte necessário.
Camila é casada com o médico Paulo Nogueira Menezes e tem dois filhos: uma menina de dois anos e um menino de seis. A família mora em Arcoverde, no Sertão de Pernambuco, mas a paciente segue internada na unidade hospitalar no Recife desde o dia da cirurgia. O advogado destacou o impacto emocional e financeiro sobre a família.



