Em meio a uma escalada alarmante de casos de violência de gênero no Brasil, mulheres de diferentes faixas etárias, desde jovens até senhoras evangélicas, estão se matriculando em aulas de defesa pessoal. O movimento ganha força em um cenário de recorde de feminicídios, impulsionando a busca por técnicas como Krav Maga e jiu-jítsu.
Autoproteção como prioridade
As aulas não se limitam ao enfrentamento direto; elas ensinam a identificar situações de risco e técnicas de fuga. A professora de educação física Mariana Serrão, que treina jiu-jítsu em Niterói (RJ), exemplifica essa tendência. Para muitas mulheres, a defesa pessoal representa uma ferramenta de empoderamento e uma resposta à sensação de vulnerabilidade.
Perfil diversificado de alunas
O público das academias de defesa pessoal é variado. Jovens universitárias, profissionais liberais e donas de casa, incluindo senhoras de comunidades evangélicas, têm procurado essas modalidades. Elas relatam que o aprendizado vai além do físico: proporciona confiança e consciência situacional.
Violência de gênero em números
O Brasil registrou um aumento nos casos de violência contra a mulher, com feminicídios atingindo patamares recordes. Dados recentes indicam que uma mulher é vítima de agressão a cada minuto no país. Essa realidade tem levado muitas a buscarem formas de se proteger.
Políticas públicas e segurança
Especialistas apontam que, embora a defesa pessoal seja uma iniciativa válida, ela não substitui políticas públicas eficazes. É necessário investir em prevenção, redes de apoio e punição aos agressores. A busca por autoproteção reflete, em parte, a falta de confiança nas instituições.
Benefícios além da luta
As alunas destacam benefícios como melhora da autoestima, condicionamento físico e sensação de segurança. Muitas afirmam que se sentem mais preparadas para lidar com situações de perigo no dia a dia, seja na rua, no transporte público ou em casa.
Depoimentos inspiradores
Mariana Serrão, que além de professora é aluna de jiu-jítsu, conta que a prática a ajudou a superar medos. "Antes, eu me sentia frágil. Hoje, sei que posso me defender", diz. Histórias como a dela se multiplicam por todo o país, mostrando que a defesa pessoal é mais que uma atividade física: é uma ferramenta de transformação.
O movimento de mulheres em busca de defesa pessoal deve continuar crescendo, enquanto a sociedade e o poder público não oferecerem soluções estruturais para a violência de gênero. Até lá, cada aula é um passo em direção à autonomia e à segurança feminina.



