A longevidade de Lionel Messi no futebol de elite passa também pelo que ele colocou — e tirou — do prato ao longo da última década. Uma reeducação alimentar iniciada em 2014 ajudou o argentino a reduzir lesões, melhorar a preparação física e sustentar o alto nível de desempenho perto dos 39 anos.
Recorde histórico na Copa do Mundo de 2026
A mudança voltou a chamar atenção após Messi bater o recorde de gols em Copas do Mundo na edição de 2026. O craque marcou um hat-trick contra a Argélia em sua 200ª partida pela seleção argentina e, dias depois, fez mais dois gols diante da Áustria, ultrapassando Miroslav Klose e assumindo sozinho o topo da artilharia histórica dos Mundiais.
O papel do nutricionista Giuliano Poser
O ponto de virada veio quando Messi passou a trabalhar com o nutricionista italiano Giuliano Poser. Antes disso, o jogador mantinha hábitos pouco recomendáveis para um atleta de elite, com consumo frequente de pizza, fast food e refrigerantes, além de enfrentar lesões recorrentes ao longo da carreira.
Os pilares da nova dieta
A nova dieta passou a priorizar água, azeite de oliva, grãos integrais, frutas, verduras, castanhas e sementes. Ao mesmo tempo, Messi reduziu açúcar, farinha refinada, carne vermelha e bebidas gaseificadas. O mate, bebida tradicional na Argentina, ganhou espaço na rotina no lugar do refrigerante, enquanto a base da alimentação passou a se concentrar em comida mais simples e menos processada.
Disciplina além do prato
A longevidade do argentino não se explica apenas pelo cardápio, mas por uma combinação de disciplina alimentar, treinos funcionais, recuperação e sono. Mais do que um método radical, o caso de Messi reforça uma fórmula sustentada na constância — e mostra como ajustes básicos podem ter impacto duradouro mesmo em uma carreira de altíssimo nível.



