A medicina do exercício e do esporte propõe uma inversão na lógica tradicional da prática médica: em vez de atuar somente após o surgimento da doença, o profissional passa a utilizar o movimento como ferramenta de prevenção, tratamento e recuperação da qualidade de vida. A abordagem parte do princípio de que o corpo humano foi projetado para se mover e que a atividade física, quando prescrita adequadamente, pode alcançar resultados que poucos medicamentos conseguem.
Do diabetes à autonomia do idoso
Os benefícios dessa abordagem podem ser observados em situações cotidianas. Um paciente com diabetes tipo 2, por exemplo, pode melhorar o controle da glicemia e reduzir a dependência de medicamentos a partir de um plano de treino bem estruturado. Uma senhora de 70 anos pode recuperar a capacidade de subir escadas sem falta de ar e manter sua independência. Até mesmo corredores amadores que sofrem lesões podem se beneficiar de uma avaliação criteriosa para retornar à atividade com segurança.
Esses exemplos mostram que a medicina do esporte vai muito além do atendimento a atletas profissionais. A especialidade abrange desde aqueles que se preparam para uma maratona até os que desejam apenas voltar a caminhar sem dor. O que une esses pacientes é o uso do movimento como instrumento terapêutico.
O exercício como recurso terapêutico
O ponto central da medicina do exercício é tratar a atividade física como um recurso terapêutico, com indicação, dose, progressão e contraindicação, da mesma forma que um medicamento. Isso exige avaliação clínica completa, interpretação de exames, conhecimento de fisiologia e atenção aos limites individuais. Não basta orientar o paciente a "fazer caminhada"; é preciso definir o tipo de estímulo, a intensidade, a frequência e o acompanhamento adequados para cada pessoa em cada momento da vida.
"Quando explico para uma pessoa o que fazemos, costumo dizer que aprendemos a prescrever movimento com o mesmo rigor com que se prescreve um remédio", afirma o Dr. Pedro Jannuzzi, médico e coordenador da pós-graduação em Medicina do Exercício e do Esporte da Uniderp. "A diferença é que essa prescrição, feita da forma certa, quase não tem efeito colateral e melhora a vida da pessoa por inteiro."
Demanda crescente nos consultórios
O interesse pela área acompanha uma mudança perceptível no dia a dia dos consultórios: as pessoas se exercitam mais, em todas as idades, e trazem perguntas que a formação tradicional nem sempre prepara o médico para responder. Questões como a segurança do exercício para quem tem problema cardíaco, a orientação do treino para gestantes, o manejo da dor no joelho durante a corrida ou o tempo de retorno de um atleta após lesão exigem preparo específico que a graduação raramente oferece.
Para preencher essa lacuna, a Uniderp estruturou a pós-graduação em Medicina do Exercício e do Esporte, voltada exclusivamente para médicos. O programa combina aprofundamento teórico, com conteúdo produzido pela Manole, referência no mercado médico-científico, e encontros presenciais dedicados à prática, incluindo avaliação funcional, exame físico, discussão de casos reais e treinamento para situações rotineiras. O objetivo é que o profissional saia da formação sabendo não apenas o conceito, mas também como avaliar, prescrever e conduzir cada caso.
Formação com teoria e prática
Com carga horária de 400 horas ao longo de dezoito meses, no formato híbrido, o curso combina a flexibilidade do ensino a distância com a densidade dos encontros presenciais. O corpo docente é formado por profissionais com titulação e vivência clínica em medicina esportiva de diversas regiões do país, o que proporciona ao aluno contato com realidades e experiências variadas. Além do conteúdo, o médico amplia sua rede de contatos, convivendo com colegas que compartilham o mesmo interesse.
Para o coordenador, o que motiva quem procura a área é menos a técnica e mais o propósito por trás dela. "No fim, estamos falando de ajudar as pessoas a viver mais e melhor dentro do próprio corpo", diz. "Poucas coisas na medicina são tão gratificantes quanto ver alguém recuperar a capacidade de fazer o que gosta."
Um caminho sem volta
A valorização do exercício como ferramenta de saúde não é uma moda passageira, mas um caminho sem volta. Ela abre espaço para um médico que deixa de apenas esperar a doença e passa a agir antes, durante e depois dela, sempre ao lado de quem quer se mover com mais segurança. Para o profissional disposto a seguir por essa estrada, a formação é o primeiro passo.
Importante destacar que a pós-graduação lato sensu não confere título de especialista nem RQE, que são obtidos por residência médica ou prova de título. O curso habilita o aprofundamento e o manejo clínico em medicina do exercício e do esporte.
Sobre a Uniderp
Fundada em 1974, a Uniderp pertence à Cogna Educação, a maior empresa de soluções educacionais do país. A instituição já transformou a vida de milhares de alunos, oferecendo educação de qualidade em cursos de graduação, pós-graduação lato sensu, mestrado, doutorado e extensão, presenciais ou a distância. Uma das universidades mais tradicionais de Mato Grosso do Sul, presta serviços gratuitos à população por meio do Núcleo de Práticas Jurídicas e das Clínicas-Escola na área de saúde, unindo formação de qualidade com responsabilidade social. O curso de Medicina oferece infraestrutura completa, com laboratórios de simulação e parcerias em hospitais conveniados. Para mais informações, acesse o site da instituição.



