Um novo estudo publicado na revista 'Health Psychology' revela que ser mãe afeta a saúde das mulheres de forma mais profunda do que ser pai afeta a saúde dos homens. A pesquisa, conduzida pela Universidade de Harvard, acompanhou mais de 10 mil pais e mães ao longo de 20 anos e concluiu que as mulheres apresentam maiores riscos de problemas cardiovasculares e depressão após a parentalidade.
Detalhes do estudo
Os pesquisadores analisaram dados de saúde de 5.200 mulheres e 4.800 homens que tiveram filhos entre 2000 e 2010. Os resultados mostram que as mães tiveram um aumento de 23% na probabilidade de desenvolver hipertensão, enquanto os pais tiveram um aumento de apenas 8%. Além disso, as taxas de depressão pós-parto foram três vezes maiores entre as mães do que entre os pais na mesma fase.
Impactos na saúde mental
Segundo a Dra. Ana Costa, coautora do estudo, 'a maternidade impõe demandas físicas e emocionais que afetam o corpo de maneira diferente'. A pesquisa também destacou que as mães relataram níveis mais altos de estresse crônico e menor qualidade de sono em comparação com os pais.
Causas e implicações
Os especialistas apontam que as diferenças podem estar ligadas a fatores hormonais, à maior carga de cuidados infantis assumida pelas mulheres e às expectativas sociais. O estudo sugere políticas públicas que ofereçam suporte específico à saúde materna, como licença-parental igualitária e acesso a cuidados psicológicos. 'Precisamos reconhecer que ser mãe não é apenas uma experiência social, mas também um evento biológico que altera o organismo profundamente', concluiu a Dra. Costa.



